Peter Bogdanovich

O Processo, de Orson Welles

Os engravatados representantes da Justiça prendem e não explicam o motivo. O acusado, apesar de negar a culpa, ainda deixa dúvidas. Talvez Josef K. (Anthony Perkins) seja realmente culpado de algo, todos são.

Ao ser questionado por Peter Bogdanovich se o protagonista nasce culpado, como parece ser a visão de Franz Kafka em O Processo, Orson Welles rebateu. O cineasta lembrou que o escritor era judeu. A culpa, disse Welles, nasce com os católicos.

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Nas voltas dessa adaptação de O Processo, o protagonista esbarra na Justiça e na religião. Ao fim, o padre e o advogado confundem-se: ambos oferecem ao acusado a possibilidade de absolvição, ainda que não se reconheça a origem da culpa.

Mais do que mostrar o que move a ação de quem persegue o protagonista, a obra apresenta o mergulho em si próprio: a história – se é possível colocar dessa forma – começa e termina em Joseph K., o rapaz efeminado, sempre titubeante a cada novo passo e, subitamente, tomado pela fúria quando deve investir com discurso.

Welles explora os tempos estranhos da época, os anos 60, o que explica o encerramento com a explosão da bomba, não com a execução à faca. Os prédios quadrados, o ambiente soturno, os becos e as pilhas de documentos remetem ao universo fechado, ao gélido clima do lado comunista do Muro de Berlim, sob a perseguição política.

Por outro lado, a origem dos problemas é humana, não política – ainda que às vezes seja difícil encontrar separação, sobretudo quando se trata do poder.

O cômodo em que K. dorme, no início, parece enorme, profundo, ainda que o teto, achatado, quase toque sua cabeça. Os enquadramentos de Welles exploram a grandeza de locais em que pessoas funcionam como máquinas, em que o banco parece ser uma grande fábrica na qual as peças são mesas com pessoas.

Repetição e profundidade foram vistas em A Turba, de King Vidor, e depois em Se Meu Apartamento Falasse, de Billy Wilder – filmes, vale lembrar, sobre a explosão das metrópoles, sobre a mecanização humana. O Processo não foge à regra: sua crítica aborda a loucura do homem medíocre cuja dor é ligada à culpa inexplicável.

À culpa que envolve a personagem sem lhe dar saídas, evidenciada nos corredores apertados, na pouca luz, em suas corridas a lugar algum – para terminar morto. No início e no fim, Welles retorna à história do homem que ficou em frente a um portão e, pelo resto da vida, teve a passagem impedida por um guarda. Ao fim, apesar de morrer sem atravessar, descobre que esta foi feita apenas para ele.

O poder leva à crença de que todos devem ser tratados separadamente, de que todos têm seu espaço, mas que não poderão conhecer o outro lado. Não por acaso, a metáfora parece servir bem ao protagonista, a quem todos se voltam, incluindo a Justiça e a Igreja, mas a quem não é dada a oportunidade de conhecer o motivo da perseguição.

A velha e grande casa do advogado, interpretado pelo próprio Welles, tem pilhas de papéis, velhos documentos que remetem aos tesouros empilhados de Charles Foster Kane. Para o cineasta, todo esse poder acumula teias de aranha, cheira mal.

A certa altura, K. tenta se libertar de tudo o que o aprisiona: dispensa o advogado e o padre, crê ser o dono de si próprio, sem manipulações. Seu mundo de sonhos desmorona aos poucos. A bomba de Welles dá fim às esperanças, ou faz acordar.

(The Trial, Orson Welles, 1962)

Nota: ★★★★☆

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O Filme da Minha Vida, de Selton Mello

O filme dentro do filme é Rio Vermelho, clássico absoluto de Howard Hawks. Ocupou posição semelhante, na década de 70, em A Última Sessão de Cinema, sobre jovens em busca da sexualidade, em namoros de passagem, frequentadores de um cinema prestes a fechar. Como O Filme da Minha Vida, é sobre um tempo perdido.

O cinema – na grande chamada da fachada, com os nomes enormes de John Wayne e Montgomery Clift – ajuda a resgatar esse tempo, o do sonho com os faroestes, com mocinhos e bandidos, brancos e índios. Vai além: o filme de Hawks é sobre o confronto entre pai e filho, Wayne e Clift, que leva a todos os embates da tela.

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No trabalho de Selton Mello, a partir da obra de Antonio Skármeta, não é diferente: o protagonista, Tony (Johnny Massaro), não sabe o paradeiro do pai. Depois de ir para a cidade grande estudar, o rapaz retorna para sua pequena cidade do interior, no Brasil dos anos 60, quando o pai já foi embora. O pai francês do qual ele guarda boas lembranças.

Tony não retornou adulto. Ainda mantém sinais da adolescência – todos, é bom dizer. São os sinais do jovem perdido, infantilizado, em busca da primeiro noite de sexo em um bordel, de olho nas belas garotas que se exibem como meninas saídas de Juventude Transviada, sobre lambretas. Tony, à contramão, é um “rebelde com causa”.

Personagem confiável que tenta encaixar as partes do “filme de sua vida”, esse filme estranho e pouco resolvido, que não deixa um embate, ao fim, como o de Wayne e Clift, para assim encaixar as mesmas peças perdidas. Um pouco clássico no visual, um pouco moderno na abordagem – o que remete, de novo, ao grande filme de Peter Bogdanovich.

A mitologia do Oeste é a ligação com o passado. Em A Última Sessão de Cinema, Ben Johnson é a representação em pele desse universo, das velhas sessões de cinema. É o elo entre o clássico e o moderno, alguém que reflete sobre a passagem do tempo. Em O Filme da Minha Vida, tal papel cabe ao maquinista vivido por Rolando Boldrin.

O tempo suspenso, o tempo que persiste a despeito dos sinais da velhice, das dobras da pele sobre a face. O trem como reafirmação do passado, como a trilha da qual demora para se escapar – e da qual Tony, nos instantes finais, ousa fugir, ainda que à beira, com sua moto (na verdade, a moto que pertencia ao pai), pela estrada de terra.

A mesma estrada à qual Selton Mello, com bela fotografia de Walter Carvalho, aponta na abertura, com o convite à despedida. Tudo aqui leva à memória: as propagandas da rádio cantadas pelas personagens no café da manhã, as telefonistas incumbidas de levar mensagens, os bailinhos recheados de adolescentes afoitos pelo contato físico, os meninos – um pouco fellinianos – que querem conhecer o bordel. Mesmo com imperfeições, o passado conserva beleza.

Selton Mello consegue bons resultados, ainda que a construção inicial seja frágil e o filme demore a agarrar o público. O excesso de beleza, na tela, nada mais é que paixão pelo passado perdido, pelo cinema perdido, imunes ao cinismo do mundo moderno.

(Idem, Selton Mello, 2017)

Nota: ★★★☆☆

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O Proscrito, de Howard Hughes e Howard Hawks

Poucas vezes no cinema homens tão desinteressantes deixaram de lado uma mulher tão atraente. Aos cantos, Jane Russell é a figura irreal em O Proscrito, a imagem idealizada de uma Hollywood ainda no período clássico, a se mover pelos terrenos da sexualidade.

O diretor e produtor Howard Hughes expõe, pelo decote, pequena parte de seus seios. Faz história com essa jovem ainda contida em expressões, dominadora com um simples olhar, uma simples frase àqueles homens incapazes de se inserir nos domínios dela. É o protótipo da pin-up, da mulher carnuda que dominaria o cinema nos anos seguintes.

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Hughes soube aproveitar essa mina de ouro: teria criado, diz a lenda, um sutiã para sua atriz e vendido sua imagem para promover o filme. Codiretor da obra, Howard Hawks declarou em entrevista a Peter Bogdanovich que não teria feito esse tipo de publicidade com a atriz, “mas ele [Hughes] fez e teve grande sucesso”.

O Proscrito retorna a algumas lendas do oeste. Doc Holliday (Walter Huston) tem seu cavalo roubado por Billy the Kid (Jack Buetel) e, em sua procura pelo animal, vai parar na pequena cidade cujo xerife é ninguém menos que Pat Garrett (Thomas Mitchell). Todas essas figuras são um pouco distorcidas, às vezes cômicas. Consciente ou não, Hughes e Hawks brincam com os mitos do faroeste.

E ainda que grande atração emane de Russell, os homens em cena nada podem fazer: são antigos machos do oeste que pouco se importam com a mulher que ora é beijada por um e deixada ao outro com pouco ou nenhum ressentimento, que ora serve de isca para um deles tentar capturar o outro, o foragido da lei.

Enquanto ela insinua-se aos cantos, e sem esforço, os homens estão mais preocupados com seus cavalos e armas. O tom erótico é quase forçado, imposto apenas por uma peça – ao passo que aos pistoleiros resta a forma fria do homem em sua missão, destinado a vagar solitário. Chega a ser engraçado o momento em que Billy não consegue atirar em Holliday, o único parceiro que teve na vida.

Há quem enxergue um fundo homossexual nessas relações – o que talvez justifique a indiferença a Russell. O faroeste sempre foi o espaço dos homens. Ali, as mulheres, com alguma exceção, sempre se mantiveram como coadjuvantes. Caso ganhassem peso, terminavam alienadas a algum pistoleiro, ao embate final.

Coadjuvante de luxo, Russell dá peso à obra. Segundo Jean Tulard, Hughes criou para a atriz o primeiro sexy western. A bela – ao lado de atores consagrados como Huston e Mitchell – domina todas as cenas em que aparece. O feito não está ligado ao talento da atriz (que tinha, é verdade), mas à pura e simples presença, aos traços que o cinema clássico imortalizou na tela.

(The Outlaw, Howard Hughes, Howard Hawks, 1943)

Nota: ★★★☆☆

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As 50 melhores comédias do cinema nos últimos dez anos

Por muito tempo, comédias têm sido associadas apenas a filmes que fazem rir. Ou que fazem rir em excesso a partir de gestos físicos e piadas fáceis. Há também a ideia de que a comédia não pertence ao plano real: vale rir de tudo, claro, pois tudo é assumidamente falso. Tais ideias, em certa medida, ligam-se à forma americana de fazer comédia, que legou o pastelão, a screwball, a comédia física que não se faz mais.

Mas a comédia vai além: a constatação do absurdo, até o espectador corar, também é fazer comédia. Absurdo que tem inegável dívida com a realidade, e que pode ser tão cruel, tão estranhamente atual, que o espectador não tem gargalhadas, mas o leve sorriso de canto de boca. A constatação do sarcasmo. E talvez deixe o cinema até um pouco triste, em alguns casos com a certeza de ter assistido a um gênero nobre. (Observação: a lista abaixo é puramente pessoal.)

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50) Frank, de Lenny Abrahamson

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49) Trapaça, de David O. Russell

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48) O que Resta do Tempo, de Elia Suleiman

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47) Meia-Noite em Paris, de Woody Allen

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46) O Palácio Francês, de Bertrand Tavernier

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45) Além do Arco-Íris, de Agnès Jaoui

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44) Casamento Silencioso, de Horatiu Malaele

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43) Soul Kitchen, de Fatih Akin

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42) Minhas Tardes com Margueritte, de Jean Becker

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41) Contos da Era Dourada, de vários diretores

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40) Tangerina, de Sean Baker

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39) Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro C. Martins

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38) Mistress America, de Noah Baumbach

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37) Moonrise Kingdom, de Wes Anderson

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36) Tudo Pode dar Certo, de Woody Allen

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35) Eu, Mamãe e os Meninos, de Guillaume Gallienne

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34) Vocês, os Vivos, de Roy Andersson

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33) Nebraska, de Alexander Payne

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32) Rainha & País, de John Boorman

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31) Dois Caras Legais, de Shane Black

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30) Um Conto Chinês, de Sebastián Borensztein

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29) Marguerite, de Xavier Giannoli

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28) Na Mira do Chefe, de Martin McDonagh

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27) Café Society, de Woody Allen

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26) Queime Depois de Ler, de Ethan Coen e Joel Coen

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25) O Lagosta, de Yorgos Lanthimos

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24) O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson

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23) Ela, de Spike Jonze

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22) Um Amor a Cada Esquina, de Peter Bogdanovich

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21) Vício Inerente, de Paul Thomas Anderson

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20) O Novíssimo Testamento, de Jaco Van Dormael

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19) A Grande Aposta, de Adam McKay

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18) O Porto, de Aki Kaurismäki

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17) Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), de Alejandro González Iñárritu

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16) Em Outro País, de Hong Sang-soo

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15) Frances Ha, de Noah Baumbach

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14) Blue Jasmine, de Woody Allen

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13) Amor & Amizade, de Whit Stillman

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12) Relatos Selvagens, de Damián Szifrón

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11) Ervas Daninhas, de Alain Resnais

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10) O Artista, de Michel Hazanavicius

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9) Força Maior, de Ruben Östlund

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8) Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência, de Roy Andersson

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7) Toni Erdmann, de Maren Ade

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6) Chatô, O Rei do Brasil, de Guilherme Fontes

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5) O Pequeno Quinquin, de Bruno Dumont

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4) O Homem ao Lado, de Mariano Cohn e Gastón Duprat

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3) Sieranevada, de Cristi Puiu

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2) O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese

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1) Habemus Papam, de Nanni Moretti

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Sete grandes filmes nem sempre lembrados da Nova Hollywood

Muitos filmes do período conhecido como Nova Hollywood tornaram-se medalhões e figuram facilmente nas listas de melhores de todos os tempos. Obras como O Poderoso Chefão, Bonnie & Clyde, Sem Destino, A Conversação e Chinatown.

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Outros da mesma época, apesar dos prêmios e atores famosos, não ficaram retidos na memória da maior parte do público. A lista abaixo pretende resgatar algumas joias raras que traduzem o espírito do final dos anos 60 e o início dos 70, com várias feridas abertas nos Estados Unidos. Tratam do culto às armas, da ética na imprensa, do vício em drogas, da contestação à ordem, do fim do sonho americano e do cinema como galvanizador de corações e mentes. Não é pouco.

Na Mira da Morte, de Peter Bogdanovich

Astro de antigos filmes de terror, Boris Karloff esteve à disposição do jovem diretor por apenas dois dias, já que ainda mantinha um contrato com o produtor Roger Corman para vencer nesse prazo. Apesar das evidentes deficiências e do parco orçamento, o filme abriu as portas para o cineasta, que pouco depois faria A Última Sessão de Cinema. Foi inspirado no ataque real de um atirador de 16 anos, em abril de 1965.

na mira da morte

Dias de Fogo, de Haskell Wexler

Outra pequena obra de arte da improvisação, com referências à nouvelle vague, sobretudo a O Desprezo, de Godard (com a câmera que se volta ao espectador no encerramento). O diretor era famoso por seus trabalhos como diretor de fotografia e acompanha aqui os passos de um cinegrafista (Robert Forster) nos tumultuados meses de 1968, entre a convenção Democrata de Chicago e os protestos contra o governo.

dias de fogo

Os Viciados, de Jerry Schatzberg

O filme que projetou a carreira de Al Pacino e certamente o levou ao primeiro Chefão, lançado um ano depois. Aborda o relacionamento conflituoso entre dois jovens viciados, frequentadores de um reduto de desregrados conhecido como “parque da seringa”, na Nova York dos anos 70. Entre sequências chocantes, não deixa de ser uma bela história de amor, com altos e baixos, sob a ótica realista do grande diretor.

os viciados

Pequenos Assassinatos, de Alan Arkin

Com amigos do teatro e pequeno orçamento, Arkin conseguiu realizar esse belo filme, sua estreia na direção. Resumi-lo em poucas linhas é trabalho árduo. Trata da relação amorosa entre uma mulher otimista (Marcia Rodd) e um niilista (Elliott Gould), da família excêntrica dela e também de assassinatos em série. O roteiro de Jules Feiffer, a partir de sua própria peça, mostra a violência intrínseca à sociedade americana.

pequenos assassinatos

O Último Filme, de Dennis Hopper

Não deixa de ser um estudo sobre a visão dos nativos em relação aos americanos e ao ato de fazer cinema. Um filme original, com as improvisações comuns à época, e com um diretor que não tinha problema em se assumir um louco. É um faroeste feito no Peru, com um filme dentro de outro e no qual o cineasta torna-se uma espécie de padre, a guiar os nativos. É, sobretudo, sobre o poder do cinema.

a ao último filme

Sonhos do Passado, de John G. Avildsen

Esse drama poderoso desenrola-se em apenas um dia. Do pesadelo de Harry Stoner (Jack Lemmon) ao seu encontro com o oceano, ao fim, o espectador assiste à derrocada do sonho americano. Para sobreviver, Stoner precisa tomar uma medida drástica: atear fogo na própria empresa – com a ajuda de um profissional – para receber o dinheiro do seguro. E, nesse dia, ele ora ou outra retorna ao passado.

sonhos do passado

A Última Missão, de Hal Ashby

Após ser detido tentando furtar 40 dólares, um jovem marinheiro (Randy Quaid) é condenado a oito anos de prisão. Para levá-lo ao cárcere, são designados outros dois oficiais. Tem início então uma jornada de descobrimento: a cada nova parada e bebedeira, esses homens revelam outro olhar sobre suas funções, sobre justiça e sobre aquele país transformado. Mais uma grande atuação de Jack Nicholson.

a última missão

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