Matthew McConaughey

Contato, de Robert Zemeckis

Sem perceber, a cientista Eleanor Arroway (Jodie Foster) apoia-se em uma crença: o pai e o amante, em momentos diferentes, dizem a ela a principal frase do filme: “seria um desperdício de espaço se não houvesse vida fora da Terra”, ou algo do tipo. Seus olhos brilham. Não importam aqui as provas. O que vale é não acreditar no vazio.

Ao fim de Contato, resta a crença. A cientista que tanto lutou para provar suas descobertas termina sozinha, apenas com o que foi levada a crer. Vítima da experiência que viveu e não dividiu com ninguém. A constatação, com pingos de ironia, de que o homem – ou, nesse caso, a mulher – continua isolado, sem armas para provar o que deseja.

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Após descobrir um sinal vindo de uma estrela distante, Eleanor consegue decifrar códigos, abrir mensagens (com a imagem de Adolf Hitler nos Jogos Olímpicos da Alemanha, em 1936, que os alienígenas devolveram após receberem dos humanos) e, nos momentos decisivos, ver-se-á frente a frente com uma grande máquina e sua viagem no tempo.

A máquina – feita de arcos, com uma estrutura ao alto na qual se prende a cápsula com o tripulante – lança a cientista a uma espécie de fenda no tempo. Um portal que a faz viajar a outra galáxia, uma corrente que possibilita ver estrelas de perto, enquanto resta ao espectador, na maior parte do tempo, o olho de Eleanor, ao passo que a câmera invade-o.

Pode ser a invasão a outra dimensão, o espaço alienígena, ou apenas a invasão à mente dessa mulher sonhadora – até demais para uma cientista. Leva a pensar que tudo talvez não passe de delírio. E é nesse ponto – para ela, algumas horas; para os outros, fora da cápsula, apenas alguns minutos – que a personagem isola-se em sua crença, presa à sua ação científica.

O filme de Robert Zemeckis funde a religião à ciência. Ou, se preferirem alguns, a crença às máquinas, aos estudos, ao olhar que não permite acreditar no que não pode ser provado. E é por aí que a heroína perde-se, ou se descobre. O filme todo passa por seu olhar, o deslumbramento da jovem ao observar o espaço, ou seu ambiente de trabalho, ou o deserto que se coloca à frente. Ou, sobretudo, as estrelas, mais tarde.

Seu par amoroso é um escritor especialista em religião. Na gestão Bill Clinton, trabalha como “conselheiro religioso” da Casa Branca. Conhecem-se quando a moça tentava encontrar vida alienígena e voltam a se encontrar, mais tarde, em outro local e projeto, quando ela enfim encontra os sinais, ou o contato, que desejava.

O rapaz, interpretado por Matthew McConaughey, é o elo com a crença. Não o conflito, mas a união possível. É ele, à frente, que a questiona sobre a existência de Deus. É quem retorna à cena para confrontá-la sobre como explicar cientificamente a presença de um sentimento, ou se é possível dizer que este não existe se não pode ser provado – ainda que sua argumentação pareça apelativa. Eis ela: “Você ama seu pai? Prove.” A heroína, claro, vê-se desarmada.

É a frase sobre o espaço desperdiçado que faz a moça cair de joelhos pelo rapaz, antes, quando se conhecem. A frase remete ao pai. A cientista – cuja expressão sonhadora, perdida, leva sempre à mesma menina curiosa da infância – talvez seja apaixonada pelo único homem que amou e quer perdeu, o homem que a estimulou a fazer contato.

O filme todo será sobre essa busca: a da filha incansável à procura do até então intocado, do que não se pode ver com os olhos, das estrelas no céu. Move-se pelos caminhos da ciência, de maneira consciente, para reencontrar o pai – e se move, talvez inconscientemente, pelos caminhos da crença, da religião, atrás de seu espírito.

A experiência final – científica ou religiosa, com o espírito do pai, um alienígena ou apenas sonho ou devaneio – pertence apenas a ela, diz Zemeckis, com o roteiro de James V. Hart e Michael Goldenberg, a partir da história de Carl Sagan. Contra todos os outros – administradores, políticos, homens em sua maioria -, Eleanor continuará acreditando.

(Contact, Robert Zemeckis, 1997)

Nota: ★★★★☆

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O mundo repelente nos filmes de Jeff Nichols

As personagens de Jeff Nichols acreditam tanto nas causas que defendem que são capazes de morrer por elas, ou simplesmente fugir, isolar-se do mundo ao redor.

É o caso, por exemplo, do protagonista e pai de família de O Abrigo, ou do adolescente que ainda crê no amor em Amor Bandido, ou ainda do trio que defende um menino com superpoderes, perseguido pelas autoridades, em Destino Especial. Todos estão em fuga.

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o abrigo

Nichols equilibra-se entre mistério e ação, a partir do drama que permeia a relação das personagens com um mundo bruto, hostil, de pessoas inconfiáveis. A religiosidade é indissociável das três obras: mata-se em nome de uma seita, ou por uma crença.

Mesmo que caminhem a resultados diferentes, e que sirvam a gêneros distintos, todas apostam em situações parecidas: suas personagens não confiam nas instituições, nas leis, têm seus motivos para viver como nômades ou se esconder.

O Abrigo é sobre um homem (Michael Shannon) que constrói um refúgio subterrâneo para proteger a família. Quer segurança em caso de tempestades, furacões, ou do apocalipse, sob a imagem da nuvem de insetos no horizonte.

Sua derrocada é interior: sua família aos poucos se desintegra e, levada pela visão do pai, verá, ao fim, a mesma tempestade. Sobra, na praia, um castelo de areia como representação da fragilidade desse reino, então prestes a ser devastado.

amor-bandido

Problemas familiares são comuns ao meio no qual vive o protagonista de Amor Bandido, Ellis (Tye Sheridan), que não entende por que a mãe pensa em se separar do pai, também por que alguém aparentemente tão sedutor como o novo amigo Mud (Matthew McConaughey) não consegue ter o coração da mulher que ama.

O amor, atesta o garoto no alto de seus 14 anos, em seu amadurecimento, é insustentável; crescer, diz Nichols, é descobrir essas ausências, descobrir que não é possível nutrir expectativas pelos mais próximos e aparentemente decifráveis.

Pois Ellis encontrará a amizade e a segurança justamente em um criminoso. Mud refugia-se em uma pequena ilha que passa a ser visitada pelo menino, na companhia do amigo Neckbone (Jacob Lofland). Diferente dos outros, Mud é verdadeiro: confessa o que o levou até ali, àquele refúgio, em um barco preso entre árvores.

O homem distante não é mais misterioso. Ao contrário, ganha proximidade, com tatuagens e velhas histórias expostas, com disposição a ajudar os outros. E seu amor, vê Ellis, pode surpreender: estivesse o menino distante da ilha, crer em um sentimento assim seria impossível, muito menos em alguém capaz de matar por amor.

destino-especial

A direção de Nichols é sóbria, sem exageros ao invadir dramas pessoais. E os roteiros não deixam uma saída fácil, a resolução esperada – principalmente em O Abrigo. Com Destino Especial, o cineasta aposta ainda mais em perguntas e mistério.

Trata de um caminho – uma fuga – sem começo certo, sem conclusão capaz de saciar o espectador. Essa abertura, a do olhar, não é exatamente satisfatória: as personagens tentam representar drama e mistério, mas nem sempre convencem.

O menino com superpoderes (Jaeden Lieberher) de Destino Especial é perseguido por aqueles que não o compreendem (o governo) e por aqueles que acreditam saber o que ele representa (a Igreja). No fundo, restam sinais de intolerância. O que o conforta é a família, no reencontro do pai (Shannon) com a mãe (Kirsten Dunst).

A filha do protagonista de O Abrigo, que não fala, aponta à incomunicabilidade; o adolescente de Amor Bruto leva à rebeldia como fruto da falta de amor e à aproximação do rebelde; por fim, o garoto de Destino Especial oferece uma porta para outra dimensão, à qual apenas ele terá acesso. Materializa uma fantasia, um desejo, algo para sonhar: o local da fuga definitiva, talvez para se chamar de casa.

(Take Shelter, Jeff Nichols, 2011)
(Mud, Jeff Nichols, 2012)
(Midnight Special, Jeff Nichols, 2016)

Notas:
O Abrigo: ★★★★☆
Amor Bandido: ★★★☆☆
Destino Especial: ★★★☆☆

Foto 1: O Abrigo
Foto 2: Amor Bandido
Foto 3: Destino Especial

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O Mestre, de Paul Thomas Anderson

Os 20 melhores vilões do cinema nos últimos dez anos

Os melhores vilões do cinema recente não possuem superpoderes. São marcantes graças às composições, às presenças, em bons filmes, com personagens feitas à medida para determinados atores. Em alguns casos, sequer precisam exagerar. A lista abaixo tem personagens de obras lançadas entre 2006 e 2016 e, sem dúvida, difíceis de esquecer.

20) Robert Ford (Casey Affleck) em O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford

Alguns vilões causam repúdio pela fraqueza, pela maquinação. É o caso do Robert Ford, o traidor de Jesse James (Brad Pitt), novamente levado às telas nesse belo filme de Andrew Dominik, um faroeste revisionista. Valeu a Casey uma indicação ao Oscar.

o assassinato de jesse james pelo covarde robert redford

19) John du Pont (Steve Carell) em Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

Outro ser repulsivo, que tenta provar virilidade com a luta greco-romana. Personagem real, ele financiou atletas que lutaram nas Olimpíadas, entre eles os irmãos Schultz. Difícil entendê-lo, com seus ataques de ciúme, seu jeito controlador.

foxcatcher

18) Frank Costello (Jack Nicholson) em Os Infiltrados

O espectador entende a apreensão da personagem de Leonardo DiCaprio, em seus primeiros encontros com o vilão: não é fácil se aproximar de alguém como Costello. Carrega a maldade nos menores traços. Mais uma atuação explosiva de Nicholson.

aaos infiltrados

17) Calvin Candie (Leonardo DiCaprio) em Django Livre

Uma das diversões de Calvin é servir seus cães famintos com escravos fujões. Ou martelar inimigos em pleno jantar. DiCaprio faz o que Tarantino gosta: mata e se diverte ao mesmo tempo, em um faroeste violento com a marca do diretor.

django livre

16) Bernie Rose (Albert Brooks) em Drive

Ao ajudar um criminoso (Oscar Isaac), o protagonista (Ryan Gosling) acaba comprando briga com alguns mafiosos. Mata um a um, até chegar ao líder, Bernie, que em momentos parece se divertir. Outras vezes cômico, Brooks de novo prova talento.

drive

15) Lucille Sharpe (Jessica Chastain) em A Colina Escarlate

Lucille é irmã de Thomas (Tom Hiddleston), casado com a inocente Edith (Mia Wasikowska). Como a mãe ciumenta de Interlúdio, de Hitchcock, ela tem um plano para destruir a garota. Mas não poderia prever o poder da moça em contatar os mortos.

a colina escarlate

14) Silva (Javier Bardem) em 007 – Operação Skyfall

Entre os acertos desse episódio da série, o melhor com Daniel Craig, está a escolha do ator para interpretar o inimigo. Sua caracterização coloca-o em oposição perfeita ao herói: é efeminado, cínico, de cabelo tingido e doentio, ao modo de Bardem.

Skyfall2

13) Semyon (Armin Mueller-Stahl) em Senhores do Crime

Líder da máfia russa em Londres, homem que finge bondade, que muda os trejeitos rapidamente. Em seu caminho está uma parteira (Naomi Watts) que busca informações sobre uma criança, além de um de seus capangas, vivido por Viggo Mortensen.

senhores do crime

12) Franck Neuhart (Guillaume Canet) em Na Próxima, Acerto no Coração

O filme não esconde a identidade do assassino em série: é, ao mesmo tempo, o criminoso e o policial que trabalha no caso. O espectador acompanha os passos desse tipo repulsivo, com detalhes dos crimes e sua dificuldade de se relacionar com os outros.

na próxima acerto o coração1

11) Edwin Epps (Michael Fassbender) em 12 Anos de Escravidão

O senhor dos escravos acorda no meio da noite para violentar uma de suas escravas, sua preferida (Lupita Nyong’o). Mais tarde, quando ela sai em busca de um sabonete, ele mostra sua fúria: prenda-a em um tronco e, por várias vezes, desfere golpes de chibata.

12 anos de escravidão

10) John Fitzgerald (Tom Hardy) em O Regresso

Mata o filho do protagonista, que assiste à ação, impotente, e depois sai à caça do algoz. Com sua fala ponderada, Hardy consegue captar a atenção do espectador com extrema frieza. O ator havia provado talento em filmes como Bronson e Locke.

o regresso

9) O Comandante (Idris Elba) em Beasts of No Nation

O líder de um grupo de jovens paramilitares, em um país africano em guerra civil, mantém os meninos como escravos: ensina-os a matar, a empunhar armas. O filme de Cary Joji Fukunaga é uma das boas surpresas do cinema recente. Elba rouba a cena.

beasts of no nation

8) Killer Joe Cooper (Matthew McConaughey) em Killer Joe – Matador de Aluguel

Os outros também não são confiáveis, tampouco merecem sair ilesos. Mas ninguém em cena supera Joe Cooper, atraído por uma garota jovem quando é contratado pelo irmão dela para matar a mãe de ambos. E nada será como a família planejava.

killer joe

7) Amy Dunne (Rosamund Pike) em Garota Exemplar

O marido interpretado por Ben Affleck confessa, em narração, ainda no início, que gostaria de abrir a cabeça da mulher, Amy, e saber o que há dentro. Não demora muito para se descobrir um pouco de seu interior: ela está disposta a acabar com a vida dele.

garota exemplar

6) Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) em Bastardos Inglórios

Com grande cachimbo, o nazista Landa tenta conseguir informações com um francês, no início do filme, que estaria escondendo judeus. Prática frequente: finge camaradagem antes de revelar suas práticas, ao atirar e estrangular suas vítimas.

bastardos inglórios

5) Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) em O Abutre

O caçador de acidentes, de corpos mutilados, vaga pela noite em busca de imagens. E depois as vende para redes de televisão. É capaz de tudo para conseguir seu material. Chega a adulterar o local dos crimes e a esconder informações da polícia.

o abutre

4) Coringa (Heath Ledger) em Batman: O Cavaleiro das Trevas

Superar Jack Nicholson é uma tarefa árdua. Ledger conseguiu e deu à personagem, até o momento, sua melhor caracterização – e ganhou um Oscar póstumo por ela. Sem passado, com rosto cortado e maquiagem borrada, é a encarnação do mal.

batman

3) Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) em Sangue Negro

O vilão de Day-Lewis suja as mãos com petróleo e sangue, mente, engana o próprio filho e a igreja para conseguir o que deseja. Começa como um explorar solitário para se tornar líder de um império no filme extraordinário de Paul Thomas Anderson.

sangue negro

2) Capitão Vidal (Sergi López) em O Labirinto do Fauno

O padrasto que qualquer garota odiaria ter. Síntese de uma sociedade patriarcal e retrógrada, ele espera da mulher – a mãe da protagonista – apenas um filho, a criança como fruto daquele momento político, na Espanha de Franco.

o labirinto do fauno

1) Anton Chigurh (Javier Bardem) em Onde os Fracos Não Têm Vez

Mesmo com tantas personagens humanas, fragilizadas (como em Mar Adentro), Bardem será lembrado pelo papel de um assassino implacável movido por convicção, nunca por outros interesses. O filme dos irmãos Coen é poderoso, frio, inesquecível.

onde os fracos não tem vez

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Dez grandes filmes americanos esquecidos pelo Oscar (2006-2014)

Acostumado a esquecer, ou simplesmente ignorar, as produções estrangeiras, o Oscar também tem cometido injustiças com produções americanas. Não se trata de esquecê-las em uma ou em outra categoria, mas em todas.

A situação ainda é mais complicada quando se constata que nenhum dos filmes abaixo faria feio na categoria principal. Ainda pior é pensar que mesmo com a mudança nas regras – de cinco para até dez indicados para melhor filme – alguns desses filmes terminaram de fora da festa – isso, claro, sem falar dos atores e de toda a produção.

A Última Noite, de Robert Altman

O capítulo final de Altman passa-se na última apresentação de um programa de rádio, com seus tipos americanos e um anjo que passa por ali para visitar esses artistas.

a última noite

Zodíaco, de David Fincher

A reconstrução do caso envolvendo um suposto serial killer chamado Zodíaco. Ainda mais, a oportunidade de Fincher em explorar a paranoia e fazer algo oposto a Seven.

zodíaco

Amantes, de James Gray

Pela janela do quarto, o rapaz judeu interpretado por Joaquin Phoenix tem uma visão apaixonante: é a bela e problemática vizinha, por quem ele está interessado.

amantes

Ilha do Medo, de Martin Scorsese

O diretor diz ter se inspirado em filmes de Fuller e de outros mestres para compor essa obra sobre um homem preso a si mesmo, em uma ilha, em meio a um labirinto.

ilha do medo2

Killer Joe – Matador de Aluguel, de William Friedkin

O diretor de Operação França tem um momento inspirado ao abordar as relações de uma família disfuncional com o matador implacável vivido por Matthew McConaughey.

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O Abrigo, de Jeff Nichols

Poderoso estudo sobre o medo, em clima pós-11 de setembro: a história de um pai de família que constrói um abrigo e é visitado pela imagem de uma tempestade.

o abrigo

Frances Ha, de Noah Baumbach

Comédia leve sobre a amizade, sobre a menina do título, que tem a vida transformada quando sua melhor amiga arruma um namorado – o que ela entende como traição.

frances ha

Era Uma Vez em Nova York, de James Gray

Talvez o melhor filme de Gray, sobre uma imigrante na Nova York do início da década de 20, confrontada pelo inesperado e entre dois homens diferentes.

era uma vez em nova york

O Ano Mais Violento, de J.C. Chandor

Nova York novamente ganha espaço: é o terreno no qual um empresário tenta sobreviver e ser honesto – apesar das ambições da mulher e dos inimigos.

o ano mais violento

Dívida de Honra, de Tommy Lee Jones

Faroeste extraordinário com um protagonista pouco cativante. É sobre um beberrão e uma solteirona em uma diligência com três mulheres enlouquecidas.

dívida de honra

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Os 20 melhores filmes de 2014
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As melhores atuações de 2014

Como grandes filmes, 2014 teve grandes atuações. Atores e atrizes famosos, do primeiro escalão de Hollywood, e outros nem tanto, do cinema feito fora dos Estados Unidos – e de países variados. Entre eles, o Brasil.

Melhor ator

Dois deles não tem escrúpulos: são capazes de tudo por dinheiro e fama. Outro, portador do vírus da aids, consegue mudar ao longo de sua história: é no caminhar duro, com sua doença, que ele continua a sobreviver e muda. Há também um jovem viciado em drogas e um espião sem prazer na vida e na profissão.

Anders Danielsen Lie, em Oslo, 31 de Agosto

Oslo

Jake Gyllenhaal, em O Abutre

abutre

Leonardo DiCaprio, em O Lobo de Wall Street

o lobo de wall estrett

Matthew McConaughey, em Clube de Compras Dallas

clube de compras dallas

Philip Seymour Hoffman, em O Homem Mais Procurado

o homem mais procurado

Melhor atriz

Entre elas, uma é vítima total, explorada em outro país. Sofre, não deixa aparecer seu amor. Talvez não ame nenhum dos homens em seu caminho. Outra, uma mãe, ama o filho incondicionalmente. Há também duas mulheres que dão dores de cabeça aos amantes e, por fim, o espírito livre que faz o público ficar um pouco mais leve.

Leandra Leal, em O Lobo Atrás da Porta

o lobo atrás da porta

Luminita Gheorghiu, em Instinto Materno

instinto materno

Marion Cotillard, em Era Uma Vez em Nova York

imigrante

Paulina García, em Gloria

gloria

Rosamund Pike, em Garota Exemplar

garota exemplar

Não encontrou sua atuação favorita de 2014? Não se preocupe: listas são sempre pessoais e, aos olhos alheios, sempre imperfeitas. Deixe seu recado, com sua interpretação favorita do ano que acabou de acabar.