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As 50 melhores comédias do cinema nos últimos dez anos

Por muito tempo, comédias têm sido associadas apenas a filmes que fazem rir. Ou que fazem rir em excesso a partir de gestos físicos e piadas fáceis. Há também a ideia de que a comédia não pertence ao plano real: vale rir de tudo, claro, pois tudo é assumidamente falso. Tais ideias, em certa medida, ligam-se à forma americana de fazer comédia, que legou o pastelão, a screwball, a comédia física que não se faz mais.

Mas a comédia vai além: a constatação do absurdo, até o espectador corar, também é fazer comédia. Absurdo que tem inegável dívida com a realidade, e que pode ser tão cruel, tão estranhamente atual, que o espectador não tem gargalhadas, mas o leve sorriso de canto de boca. A constatação do sarcasmo. E talvez deixe o cinema até um pouco triste, em alguns casos com a certeza de ter assistido a um gênero nobre. (Observação: a lista abaixo é puramente pessoal.)

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50) Frank, de Lenny Abrahamson

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49) Trapaça, de David O. Russell

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48) O que Resta do Tempo, de Elia Suleiman

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47) Meia-Noite em Paris, de Woody Allen

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46) O Palácio Francês, de Bertrand Tavernier

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45) Além do Arco-Íris, de Agnès Jaoui

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44) Casamento Silencioso, de Horatiu Malaele

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43) Soul Kitchen, de Fatih Akin

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42) Minhas Tardes com Margueritte, de Jean Becker

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41) Contos da Era Dourada, de vários diretores

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40) Tangerina, de Sean Baker

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39) Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro C. Martins

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38) Mistress America, de Noah Baumbach

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37) Moonrise Kingdom, de Wes Anderson

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36) Tudo Pode dar Certo, de Woody Allen

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35) Eu, Mamãe e os Meninos, de Guillaume Gallienne

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34) Vocês, os Vivos, de Roy Andersson

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33) Nebraska, de Alexander Payne

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32) Rainha & País, de John Boorman

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31) Dois Caras Legais, de Shane Black

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30) Um Conto Chinês, de Sebastián Borensztein

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29) Marguerite, de Xavier Giannoli

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28) Na Mira do Chefe, de Martin McDonagh

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27) Café Society, de Woody Allen

Café Society

26) Queime Depois de Ler, de Ethan Coen e Joel Coen

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25) O Lagosta, de Yorgos Lanthimos

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24) O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson

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23) Ela, de Spike Jonze

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22) Um Amor a Cada Esquina, de Peter Bogdanovich

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21) Vício Inerente, de Paul Thomas Anderson

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20) O Novíssimo Testamento, de Jaco Van Dormael

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19) A Grande Aposta, de Adam McKay

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18) O Porto, de Aki Kaurismäki

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17) Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), de Alejandro González Iñárritu

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16) Em Outro País, de Hong Sang-soo

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15) Frances Ha, de Noah Baumbach

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14) Blue Jasmine, de Woody Allen

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13) Amor & Amizade, de Whit Stillman

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12) Relatos Selvagens, de Damián Szifrón

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11) Ervas Daninhas, de Alain Resnais

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10) O Artista, de Michel Hazanavicius

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9) Força Maior, de Ruben Östlund

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8) Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência, de Roy Andersson

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7) Toni Erdmann, de Maren Ade

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6) Chatô, O Rei do Brasil, de Guilherme Fontes

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5) O Pequeno Quinquin, de Bruno Dumont

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4) O Homem ao Lado, de Mariano Cohn e Gastón Duprat

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3) Sieranevada, de Cristi Puiu

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2) O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese

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1) Habemus Papam, de Nanni Moretti

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Veja também:
Oito crianças que brilharam no cinema de 2016

Dez encerramentos simbólicos do cinema clássico americano

O cinema clássico americano produziu uma infinidade de sequências memoráveis, que seguem povoando o imaginário popular. Abaixo, o blog pinçou dez encerramentos que sintetizam o espírito desse cinema, com simbolismo e diálogo com sua época. Dez são pouco, claro, mas dão ideia do poder dos mitos no cinema estadunidense. De Alma no Lodo a O Homem que Matou o Facínora, são imagens que fizeram história.

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Na sarjeta (Alma no Lodo)

O encerramento tem aqui dupla função: ao mesmo tempo em que resume o período da Grande Depressão, mostra a atitude moral do cinema da época quando retratava criminosos. “Mãe Misericórdia… Este é o fim de Rico?”, questiona o grande Edward G. Robinson, antes da morte. Ao lado, vê-se a propaganda de um espetáculo teatral

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As Muralhas de Jericó (Aconteceu Naquela Noite)

“Por que iam querer uma trombeta?”, questiona a senhora do hotel à beira da estrada, sobre a trombeta que soa antes da queda das “Muralhas de Jericó” – uma forma original encontrada pela grande comédia de Frank Capra para apresentar o sexo entre o casal desajustado.

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À tempestade (A Mocidade de Lincoln)

A tempestade que se aproxima, na obra-prima de John Ford, tem seu significado, ou significados: além de anunciar a morte de Lincoln (Henry Fonda), aponta às batalhas travadas pelo líder, como a Guerra Civil, além de anunciar a guerra que se aproximava na época do lançamento do filme, no fim dos anos 30, a Segunda Guerra Mundial.

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Do material que são feitos os sonhos (O Falcão Maltês)

“Essa estátua é o motivo de toda a confusão”, diz o detetive Sam Spade aos policiais, enquanto a companheira chora. “É pesado. Do que é feito?”, questiona um deles. “Do mesmo material com que são feitos os sonhos”, explica, antes de despachar a dama fatal.

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O começo de uma nova amizade (Casablanca)

O herói de Humphrey Bogart fica sem a mulher de sua vida. Para compensar, ganha um amigo, aqui vivido por Claude Rains. Há quem veja um final gay. É, sobretudo, uma união que aponta a dias melhores: a possibilidade de amizade em um mundo dividido e em guerra.

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A união, apesar de tudo (Os Melhores Anos de Nossas Vidas)

A ação transcorre no casamento de Wilma e Homer. “Podemos levar anos para chegar a algum lugar”, diz a personagem de Dana Andrews para Peggy (Teresa Wright), quando William Wyler, com o uso da profundidade de campo, apresenta duas situações no mesmo quadro.

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A imagem que perde o foco (Crepúsculo dos Deuses)

Cecil B. DeMille já era um veterano quando Billy Wilder chegou a Hollywood. O novo diretor sabia de sua mitologia, e o quanto seria perfeito que Norma Desmond clamasse por ele antes de se apagar. Eis a frase: “Tudo bem, senhor DeMille, estou pronta para meu close-up”.

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A despedida do pistoleiro (Os Brutos Também Amam)

“Não se volta à rotina depois de matar. Não dá para voltar atrás. Certo ou errado, é como uma marca que fica. Não há como voltar atrás”, diz Shane, antes de partir, para o garoto Joey. E os gritos do menino ecoaram pela eternidade, nesse grande faroeste de George Stevens.

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O enterro do melodrama (Imitação da Vida)

A obra de Douglas Sirk encena mais que o enterro da personagem da criada: é o próprio enterro de um tipo de cinema, à beira das mudanças dos anos 60. O ano é 1959, às portas das novas ondas, quando um mestre como Sirk e seu melodrama pareciam um pouco fora de moda.

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A última viagem do faroeste (O Homem que Matou o Facínora)

O encerramento desse grande faroeste de John Ford (mais um) dispensa palavras. O silencioso político de James Stewart, correto como eram os políticos de seu tempo, segue pela estrada de ferro. E, para alguns críticos, essa viagem marca o fim da era dos faroestes.

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Veja também:
15 comédias malucas e inesquecíveis do cinema clássico

Os 100 melhores filmes dos anos 30

Comprimir uma década em 100 filmes é trabalho árduo, não raro injusto. Assim são as listas: injustas, claro, pois sempre espelham o gosto individual. A lista abaixo não foge à regra: é baseada no gosto do autor deste blog. E escolher os filmes é sempre uma dificuldade. Quando se trata de uma década como tal, mais ainda.

Grandes obras acabaram ficando de fora por falta de espaço, aventuras como O Grande Motim e Sob as Ondas, ou o extraordinário musical A Alegre Divorciada, a parceria de Lubitsch com Marlene Dietrich, Anjo, ou mesmo outras parcerias desta atriz singular com o grande Josef von Sternberg (três estão na lista, quatro ficaram de fora).

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Entre os 100, os americanos dominam a lista. Há também japoneses, ingleses, franceses, alemães e dois brasileiros. A supremacia de Hollywood tem justificativa: os anos 30 marcam o momento máximo do cinema de estúdio, em plena Depressão. Por outro lado, o diretor com mais filmes na lista é o francês Jean Renoir (8), seguido pelos americanos John Ford (5) e Howard Hawks (4). Abaixo, os 100 da grande década!

100) Stella Dallas, Mãe Redentora, de King Vidor

Stella Dallas

99) As Irmãs de Gion, de Kenji Mizoguchi

as irmãs de gion

98) Anjos de Cara Suja, de Michael Curtiz

anjos de cara suja

97) Peregrinação, de John Ford

peregrinação

96) Êxtase, de Gustav Machatý

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95) Desonrada, de Josef von Sternberg

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94) O Morro dos Ventos Uivantes, de William Wyler

o morro dos ventos uivantes

93) Atire a Primeira Pedra, de George Marshall

atire a primeira pedra

92) Hotel do Norte, de Marcel Carné

hotel do norte

91) Serpente de Luxo, de Alfred E. Green

serpente de luxo

90) Les maisons de la misère, de Henri Storck

Les maisons de la misère

89) Rainha Christina, de Rouben Mamoulian

rainha christina

88) Pigmalião, de Anthony Asquith e Leslie Howard

pigmalião

87) Uma Noite na Ópera, de Sam Wood

uma noite na ópera1

86) O Homem que Nunca Pecou, de John Ford

o homem que nunca pecou

85) Grande Hotel, de Edmund Goulding

grande hotel

84) Alexander Nevsky, de Sergei M. Eisenstein

Alexandre Nevsky

83) O Homem que Sabia Demais, de Alfred Hitchcock

o homem que sabia demais

82) Ganga Bruta, de Humberto Mauro

ganga bruta

81) O Delator, de John Ford

o delator

80) Possuída, de Clarence Brown

possuída

79) A Idade do Ouro, de Luis Buñuel

a idade do ouro

78) O Fugitivo, de Mervyn LeRoy

o fugitivo

77) Vamos Dançar?, de Mark Sandrich

vamos dançar

76) Fúria, de Fritz Lang

fúria

75) Jezebel, de William Wyler

jezebel

74) A Imperatriz Vermelha, de Josef von Sternberg

a imperatriz vermelha

73) Cupido é Moleque Teimoso, de Leo McCarey

cupido é moleque teimoso

72) Drácula, de Tod Browning

drácula

71) A Dama Oculta, de Alfred Hitchcock

a dama oculta

70) Irene, a Teimosa, de Gregory La Cava

irene a teimosa

69) Beco Sem Saída, de William Wyler

beco sem saída

68) A Mulher do Padeiro, de Marcel Pagnol

a mulher do padeiro

67) Cavadoras de Ouro, de Mervyn LeRoy

cavadoras de ouro

66) Frankenstein, de James Whale

frankenstein

65) A Floresta Petrificada, de Archie L. Mayo

a floresta petrificada

64) Ritmo Louco, de George Stevens

ritmo louco

63) Suprema Conquista, de Howard Hawks

suprema conquista

62) A Cadela, de Jean Renoir

a cadela

61) As Aventuras de Robin Hood, de Michael Curtiz e William Keighley

aventuras de robin hood

60) Kuhle Wampe, de Slatan Dudow

kuhle wampe

59) Aconteceu Naquela Noite, de Frank Capra

aconteceu naquela noite

58) Inimigo Público, de William A. Wellman

inimigo público n1

57) Ninotchka, de Ernst Lubitsch

Greta Garbo - Ninotchka

56) Demônio da Algéria, de Julien Duvivier

o demônio da algéria

55) O Paraíso Infernal, de Howard Hawks

o paraíso infernal

54) A Mulher Faz o Homem, de Frank Capra

a mulher faz o homem

53) Toni, de Jean Renoir

toni

52) Filhos do Deserto, de William A. Seiter

filhos do deserto

51) Eu Nasci, Mas…, de Yasujiro Ozu

eu nasci mas

50) Boêmio Encantador, de George Cukor

boêmio encantador

49) Monstros, de Tod Browning

monstros

48) La Nuit du Carrefour, de Jean Renoir

la nuit du carrefour

47) Cais das Sombras, de Marcel Carné

cais das sombras

46) Os 39 Degraus, de Alfred Hitchcock

os 39 degraus

45) Heróis Esquecidos, de Raoul Walsh

heróis esquecidos

44) Boudu Salvo das Águas, de Jean Renoir

boudu salvo das águas

43) Alma no Lodo, de Mervyn LeRoy

alma no lodo

42) A Nós a Liberdade, de René Clair

a nós a liberdade2

41) A Besta Humana, de Jean Renoir

a besta humana

40) O Anjo Azul, de Josef Von Sternberg

o anjo azul

39) Gente no Domingo, de Edgar G. Ulmer, Robert Siodmak e outros

gente no domingo

38) O Picolino, de Mark Sandrich

picolino

37) Zero em Comportamento, de Jean Vigo

zero em comportamento

36) Trágico Amanhecer, de Marcel Carné

trágico amanhecer

35) Branca de Neve e os Sete Anões, de David Hand e outros

branca de neve e os sete anões

34) Scarface – A Vergonha de uma Nação, de Howard Hawks

scarface

33) Belezas em Revista, de Lloyd Bacon

belezas em revista

32) A Noiva de Frankenstein, de James Whale

a noiva de frankenstein

31) O Romance de um Trapaceiro, de Sacha Guitry

o romance de um trapaceiro

30) Cruzes de Madeira, de Raymond Bernard

cruzes de madeira

29) O Pão Nosso de Cada Dia, de F.W. Murnau

O Pão Nosso de Cada Dia

28) Levada da Breca, de Howard Hawks

levada da breca

27) King Kong, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack

King Kong

26) Olympia – Partes 1 e 2, de Leni Riefenstahl

olympia

25) Filho Único, de Yasujiro Ozu

filho único

24) Sem Novidade no Front, de Lewis Milestone

sem novidade no front

23) A Cruz dos Anos, de Leo McCarey

a cruz dos anos

22) Um Dia no Campo, de Jean Renoir

um dia no campo

21) A Mocidade Lincoln, de John Ford

a mocidade de lincoln

20) Crisântemos Tardios, de Kenji Mizoguchi

crisantemos tardios

19) O Triunfo da Vontade, de Leni Riefenstahl

o triunfo da vontade

18) A Ceia dos Acusados, de W.S. Van Dyke

a ceia dos acusados

17) O Testamento do Dr. Mabuse, de Fritz Lang

o testamento do dr mabuse

16) Rua 42, de Lloyd Bacon

rua 42

15) O Vampiro, de Carl Theodor Dreyer

o vampiro

14) Terra, de Aleksandr Dovzhenko

terra

13) E o Vento Levou, de Victor Fleming

e o vento levou

12) Diabo a Quatro, de Leo McCarey

diabo a quatro

11) Luzes da Cidade, de Charles Chaplin

luzes da cidade

10) Ladrão de Alcova, de Ernst Lubitsch

Os larápios nunca foram tão graciosos e belos como nessa obra de Lubitsch, sobre o furto de joias, amantes feitos e desfeitos e dona de um roteiro brilhante.

ladrão de alcova

9) No Tempo das Diligências, de John Ford

Talvez o maior faroeste de Ford. A diligência representa sua nação, com o herói pistoleiro, a prostituta, o homem rico, a dama grávida, o médico alcoólatra, entre outros.

no tempo das diligências

8) Tabu, de F.W. Murnau

O cenário é o paraíso Bora Bora, onde as personagens querem apenas viver e amar. O conflito surge quando o rapaz escolhe deixar o local em busca de seu grande amor.

tabu

7) O Mágico de Oz, de Victor Fleming

A grande fantasia dos estúdios, parte em cores, parte em sépia, terreno perfeito para Judy Garland e seus companheiros: o cão Totó, o Leão, o Homem de Lata e o Espantalho.

o mágico de oz

6) Tempos Modernos, de Charles Chaplin

O herói está alheio aos conflitos de seu tempo, mas acaba tragado ao seu interior: às confusões que causa na empresa, ou mesmo à manifestação que integra sem querer.

tempos modernos

5) M, o Vampiro de Düsseldorf, de Fritz Lang

Os criminosos instalam um tribunal particular para julgar o “vampiro” que mata crianças. É mais um dos filmes de Lang que antecipa a Alemanha sob o nazismo.

m o vampiro de dusseldorf

4) O Atalante, de Jean Vigo

Obra-prima do amor perdido, entre o isolamento da barca e a grande cidade. Quando deseja rever a amada, o amante lança-se no rio e encontra sua imagem. Algo mágico.

o atalante

3) A Grande Ilusão, de Jean Renoir

O cineasta francês realizou a obra pouco antes da Segunda Guerra, ambientada na Primeira e com a amizade entre dois oficiais de lados diferentes: um francês, o outro alemão.

a grande ilusão

2) Limite, de Mário Peixoto

Obra de vanguarda e único filme acabado de Peixoto. Místico, às vezes delirante, quase sempre a figurar no topo das listas de melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

Limite

1) A Regra do Jogo, de Jean Renoir

Outro de Renoir que antecipa a guerra, mas aqui pelo isolamento: um grupo de burgueses e seus criados em um grande castelo, em corridas e traições, alheios ao mundo externo. Comportam-se como crianças, evocam o teatro. Ao fim, os inocentes sempre levam a pior.

a regra do jogo

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13 filmes sobre relacionamentos em crise

Nem sempre existe amor perfeito no cinema. É o que se vê nos dez filmes abaixo: um amontoado de idas e vindas e sentimentos verdadeiros – tudo em meio a discussões e conflitos. Também um oceano de dores, de descobertas. Há obras que mostram casais unidos após anos, confrontando problemas; outras, como A Mãe e a Puta, lidam com amantes jovens, com suas dificuldades em ter algo sério ou simplesmente viver o momento.

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Aurora, de F.W. Murnau

O homem tem uma amante da cidade e, após pensar em matar a mulher, tenta reconquistá-la. O título original dessa obra-prima fala sobre uma “canção de dois humanos”.

aurora

Viagem à Itália, de Roberto Rossellini

Provavelmente o melhor de Rossellini, o filme apresenta a crise de um casal que viaja pela Itália e passa pelo solo de vulcões e velhos cadáveres conservados.

viagem à itália

A Noite, de Michelangelo Antonioni

Na segunda parte da Trilogia da Incomunicabilidade, Mastroianni e Jeanne Moreau caminham sem rumo: pela cidade, por hospitais e festas. Pela manhã, precisam se confrontar.

a noite

Nós Não Envelheceremos Juntos, de Maurice Pialat

O grande Pialat mostra um relacionamento conturbado entre um bruto cineasta e sua mulher, que sempre o aceita de volta. Isso, claro, poderá mudar.

nós não envelheceremos juntos

A Mãe e a Puta, de Jean Eustache

Em cena, nessa obra-prima de Eustache, não estão pessoas casadas. São amantes livres, em Paris, ainda com questionamentos sobre o tempo passado, o Maio de 68.

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Cenas de um Casamento, de Ingmar Bergman

O filme de Bergman também deu origem a uma minissérie e está entre os melhores exemplares sobre conflitos amorosos na tela. Passa do casamento à separação, depois ao adultério.

cenas de um casamento

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen

O diretor fez esse filme em homenagem à sua musa, Diane Keaton, e traz a história de um comediante em dúvida sobre seus relacionamentos. Oscar de melhor filme.

noivo neurótico

O Fundo do Coração, de Francis Ford Coppola

O extravagante musical de Coppola apresenta um casal em fim de relacionamento. Pela noite, eles conhecem outras pessoas e uma nova jornada cheia de cores.

o fundo do coração

Noites de Lua Cheia, de Eric Rohmer

Ela não quer viver com ele, deseja ser independente. Ele não a entende, mas aceita. Nessas idas e vindas, ambos descobrem que amor e liberdade nem sempre são compatíveis.

noites de lua cheia

Closer, de Mike Nichols

Quatro peças distribuem-se em um jogo complicado: o jornalista ama a stripper e talvez não saiba, a fotógrafa prefere a segurança do médico e demora a descobrir isso.

closer

Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami

O casal, até certa altura, parece ter acabado de se conhecer. Mais tarde o passado vem à tona nesse filme maravilhoso, no qual Kiarostami questiona o que é verdadeiro e o que é cópia.

cópia fiel

Antes da Meia-Noite, de Richard Linklater

Eles estiveram juntos em filmes passados, separaram-se e voltaram a se encontrar. Agora estão casados: vivem aquele ponto em que tudo parece se dissolver.

antes da meia-noite1

Meu Rei, de Maïwenn

Mulher acredita ter encontrado o homem de sua vida. Depois, grávida, ela passa a enfrentar os obstáculos dessa relação a dois, entre idas e vindas e doses de drama.

meu rei

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