Howard Hawks

O Proscrito, de Howard Hughes e Howard Hawks

Poucas vezes no cinema homens tão desinteressantes deixaram de lado uma mulher tão atraente. Aos cantos, Jane Russell é a figura irreal em O Proscrito, a imagem idealizada de uma Hollywood ainda no período clássico, a se mover pelos terrenos da sexualidade.

O diretor e produtor Howard Hughes expõe, pelo decote, pequena parte de seus seios. Faz história com essa jovem ainda contida em expressões, dominadora com um simples olhar, uma simples frase àqueles homens incapazes de se inserir nos domínios dela. É o protótipo da pin-up, da mulher carnuda que dominaria o cinema nos anos seguintes.

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Hughes soube aproveitar essa mina de ouro: teria criado, diz a lenda, um sutiã para sua atriz e vendido sua imagem para promover o filme. Codiretor da obra, Howard Hawks declarou em entrevista a Peter Bogdanovich que não teria feito esse tipo de publicidade com a atriz, “mas ele [Hughes] fez e teve grande sucesso”.

O Proscrito retorna a algumas lendas do oeste. Doc Holliday (Walter Huston) tem seu cavalo roubado por Billy the Kid (Jack Buetel) e, em sua procura pelo animal, vai parar na pequena cidade cujo xerife é ninguém menos que Pat Garrett (Thomas Mitchell). Todas essas figuras são um pouco distorcidas, às vezes cômicas. Consciente ou não, Hughes e Hawks brincam com os mitos do faroeste.

E ainda que grande atração emane de Russell, os homens em cena nada podem fazer: são antigos machos do oeste que pouco se importam com a mulher que ora é beijada por um e deixada ao outro com pouco ou nenhum ressentimento, que ora serve de isca para um deles tentar capturar o outro, o foragido da lei.

Enquanto ela insinua-se aos cantos, e sem esforço, os homens estão mais preocupados com seus cavalos e armas. O tom erótico é quase forçado, imposto apenas por uma peça – ao passo que aos pistoleiros resta a forma fria do homem em sua missão, destinado a vagar solitário. Chega a ser engraçado o momento em que Billy não consegue atirar em Holliday, o único parceiro que teve na vida.

Há quem enxergue um fundo homossexual nessas relações – o que talvez justifique a indiferença a Russell. O faroeste sempre foi o espaço dos homens. Ali, as mulheres, com alguma exceção, sempre se mantiveram como coadjuvantes. Caso ganhassem peso, terminavam alienadas a algum pistoleiro, ao embate final.

Coadjuvante de luxo, Russell dá peso à obra. Segundo Jean Tulard, Hughes criou para a atriz o primeiro sexy western. A bela – ao lado de atores consagrados como Huston e Mitchell – domina todas as cenas em que aparece. O feito não está ligado ao talento da atriz (que tinha, é verdade), mas à pura e simples presença, aos traços que o cinema clássico imortalizou na tela.

(The Outlaw, Howard Hughes, Howard Hawks, 1943)

Nota: ★★★☆☆

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15 grandes cineastas que foram indicados ao Oscar, mas nunca ganharam o prêmio

A lista poderia ser maior. Há outros mestres que receberam indicações, perderam e devem ser lembrados, nomes como Krzysztof Kieslowski e Hiroshi Teshigahara. Na outra ponta há figuras medíocres que já levaram o prêmio. Vão dizer que são coisas do momento, com filmes que estavam na crista da onda e ganharam tudo (ou quase). Pode ser.

E há outros casos curiosos, não menos injustos. Um deles é o de Charles Chaplin. Apesar de ter vencido pela música de Luzes da Ribalta e ter ganhado um merecido honorário, Chaplin nunca foi indicado como melhor diretor. O que explica sua ausência nesta lista – como a de realizadores como Buñuel, Visconti, entre tantos outros.

Robert Altman

A carreira de Altman é extensa, cheia de momentos geniais, entre comédias, dramas e até faroestes. Poderia ter ganhado o Oscar em diferentes momentos. E merecia por alguns, como em 1976, quando concorria por Nashville, ou em 2002, quando viu Ron Howard abocanhar a estatueta pelo drama Uma Mente Brilhante, ocasião em que concorria pelo extraordinário Assassinato em Gosford Park.

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Michelangelo Antonioni

O mestre da melancolia, realizador com extremo controle do tempo e que atravessou diferentes países com filmes provocadores e que captaram o espírito de seu tempo. Blow-Up passa-se na agitada Londres dos anos 60. Deu ao diretor sua única indicação. O filme acompanha os passos de um fotógrafo de moda (David Hemmings) em busca de realidade, em noites em albergues ou no possível registro de um assassinato.

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Ingmar Bergman

Indicado três vezes como melhor diretor, por Gritos e Sussurros, Face a Face e Fanny & Alexander, Bergman é um gênio. Quase ninguém duvida disso. No entanto, o Oscar nunca o premiou na categoria, preferindo cineastas hoje pouco lembrados, George Roy Hill, John G. Avildsen e James L. Brooks, respectivamente. Se é possível compensar, os filmes de Bergman ganharam quatro vezes na categoria de estrangeiro.

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John Cassavetes

O pai do cinema independente americano chegou ao Oscar primeiro como ator, com a indicação de coadjuvante por Os Doze Condenados. Pouco depois, em 1975, recebeu sua única indicação como diretor, dessa vez pelo incrível Uma Mulher Sob Influência. O filme, contudo, ficou fora da categoria principal. Na ocasião, a Academia preferiu indicar o quadradão Inferno na Torre, filme catástrofe de grande orçamento.

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Federico Fellini

Talvez o diretor italiano mais importante da história, indicado quatro vezes ao Oscar, por quatro obras-primas: A Doce Vida, Oito e Meio, Satyricon e Amarcord. Seu estilo tornar-se-ia adjetivo: o felliniano. E são vários os diretores que ainda tentam perseguir a marca. Alguns resolveram adaptar suas histórias para os palcos ou mesmo para o cinema, como é o caso de Bob Fosse, em diferentes momentos.

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Howard Hawks

Amado pelos críticos da revista Cahiers du Cinéma, nem sempre foi reconhecido como um autor nos Estados Unidos. Indicado ao Oscar uma única vez, pelo belo Sargento York. Foi parceiro de atores como Bogart e dirigiu um pouco de tudo: filmes de gangster, screwball, dramas de guerra e alguns dos melhores faroestes americanos. Os franceses estavam certos: Hawks não era mero diretor de encomenda.

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Alfred Hitchcock

Outro cuja marca virou adjetivo. Outro que ora ou outra aparece copiado, ou repaginado em filmes modernos, sobretudo os que investem no suspense. Hitchcock foi indicado ao Oscar em diferentes momentos de sua carreira nos Estados Unidos, entre eles por seu primeiro filme em Hollywood, Rebecca, a Mulher Inesquecível, e, mais tarde, pelo sucesso comercial Psicose. Ganhou em 1968 o prêmio Irving G. Thalberg.

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Stanley Kubrick

O cineasta ganhou o Oscar apenas uma vez, pelos efeitos especiais de 2001: Uma Odisseia no Espaço. Foi nomeado quatro vezes como diretor, por Doutor Fantástico, 2001, Laranja Mecânica e Barry Lyndon. Seria lembrado, ainda mais uma vez, pelo roteiro de Nascido para Matar. Nenhuma vez agraciado com um honorário. Kubrick tem uma carreira exemplar e que atravessa décadas, dos anos 50 aos 90.

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Akira Kurosawa

O prêmio de filme estrangeiro caiu no colo de Kurosawa quando a categoria nem existia, no anos 50, por Rashomon. Venceu na mesma categoria com a produção soviética Dersu Uzala, de 1975, e a única indicação do “imperador” chegou tarde, em 1986, pelo monumental RAN. O cineasta recebeu o honorário em 1990, entregue por George Lucas e Steven Spielberg, que inegavelmente beberam em sua fonte.

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Ernst Lubitsch

De tão bom com as comédias, acabou sendo identificado pelo “toque de Lubitsch”. Tornou-se marca. E, não raro, sinônimo de sofisticação. Foi indicado ao Oscar três vezes, incluindo por um de seus últimos filmes – não o mais inspirado –, O Diabo Disse: Não! Como outros desta lista, contentou-se com um honorário, entregue em 1947. Morreu no mesmo ano, em novembro, em Hollywood.

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Sidney Lumet

Também fez um pouco de tudo, navegou entre gêneros. Já disseram, por isso, que não era um autor. Mas Lumet, pelo menos entre indicados, nunca foi esquecido pelos membros da Academia. Faltou o prêmio, veio apenas o honorário. Esteve quatro vezes no páreo como diretor: 12 Homens e uma Sentença, Um Dia de Cão, Rede de Intrigas e O Veredicto. Diversos atores ganharam a estatueta trabalhando em seus filmes.

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Otto Preminger

Indicado por Laura e, quase vinte anos depois, pelo belo drama O Cardeal, Preminger é um dos mestres do cinema americano que, como Hawks, merecia ser mais lembrado, principalmente em sua época. O incrível Anatomia de um Crime foi indicado como melhor filme em 1960, mas o cineasta, na ocasião, injustamente ficou de fora da categoria de direção. A obra recebeu sete indicações, mas não ganhou nada.

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Jean Renoir

Caso curioso: o francês foi indicado apenas uma vez, e por uma produção americana. Amor à Terra é de 1945 e não foi nomeado a melhor filme. Mestre absoluto, filho do pintor Pierre-Auguste Renoir, o diretor fez obras-primas como A Grande Ilusão, A Besta Humana, A Regra do Jogo e, mais tarde, O Rio Sagrado – no qual um certo Satyajit Ray aparece como assistente de direção. Veio, como consolo, um honorário em 1975.

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François Truffaut

Outro francês indicado apenas uma vez, em 1975, por A Noite Americana. A indicação veio um ano depois de o filme ter vencido o prêmio na categoria de estrangeiro. À época, Truffaut já havia realizado grandes obras e era um nome conhecido na América. Fez, entre outros, Os Incompreendidos, Jules e Jim e O Garoto Selvagem. A Noite Americana é um de seus melhores, no qual também se vê o Truffaut ator.

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Orson Welles

No já citado A Noite Americana há uma homenagem a Welles: Truffaut sonha que está roubando os stills de Cidadão Kane, na porta do cinema, quando era apenas uma criança. Pois Kane ainda povoa o imaginário cinéfilo: é um dos maiores de todos os tempos e deu a Welles sua única indicação ao Oscar de diretor. Perdeu, e só voltou aos holofotes da Academia em 1971, quando ganhou uma estatueta honorária.

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Os cinco melhores filmes de Stanley Kubrick

O Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter

A criatura alienígena de O Enigma de Outro Mundo não tem forma definida. Ela pode ser qualquer um, reproduzir o corpo, a imagem, uma cópia, um disfarce, e por isso é ainda mais aterrorizante. É tudo e nada, confundindo os homens que a enfrentam.

Mais do que criaturas estranhas, junções de corpos sobre tripas e melecas ao chão, o que causa medo no grande filme de John Carpenter é a impossibilidade de ver o inimigo. A isso se soma o isolamento, semelhante ao de Alien, o Oitavo Passageiro, lançado em 1979, três anos antes. Um no espaço, o outro na Antártida.

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Os homens da história, pouco ou nada heroicos, sofrem com o frio, com o isolamento. Não há mulheres. Há animais, como o cão que corre pela neve, na abertura, sob a mira do atirador norueguês em um helicóptero. O animal deve ser morto porque carrega o alienígena, pronto para se instalar em outra base. Nesse caso, a americana.

O cão sobrevive, o alienígena também. Não demora e começam a brotar situações estranhas, mais tarde grotescas. Homens (nem todos com o vírus) começam a morrer. Reação em cadeia à presença do diferente: esses homens são convertidos em seres selvagens, sem saber ao certo como lidar com a situação.

Se em Alien a mulher é a sobrevivente, esperança ao renascimento em uma nave pelo espaço escuro, Carpenter prefere o encerramento aberto e amargo: há dois homens vivos, sem a menor ideia se podem contar com o outro. E há o frio, o ambiente.

Para além do vilão amorfo há o clima de suspense. Ponto alto, sem dúvida, além da velocidade, das ações estranhas e da impossibilidade de se apegar a qualquer uma das personagens, desses companheiros. Poucas brincadeiras ou intimidades dão ideia da relação entre eles; ao contrário, desfilam ordens, tiros, desconfiança, ódio constante.

A regra é sobreviver – ao monstro, aos colegas, ao clima. Filme de atmosfera maldita, de cenários frágeis, de fogo constante, de efeitos visuais que hoje podem retirar risadas fáceis da ala mais jovem, mas que não pretendem nunca encerrar as ações.

À frente do grupo está MacReady (Kurt Russell), de credenciais obscuras, figura sem carisma. A certa altura, para descobrir qual dos companheiros possui o monstro dentro de si, ele amarra alguns e volta a arma a outros.

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O excesso de personagens aumenta as dúvidas. Qualquer uma pode ser o monstro, ou estar próximo a gestá-lo. Uma representação da impossibilidade de compreensão do outro, da desconfiança, do medo. Todos são monstros em potencial.

Caso o alienígena sobreviva àqueles homens, poderá colocar o mundo em risco. Um das personagens sabe disso e chega a calcular a velocidade do contágio, não sem enlouquecer: passa a quebrar os veículos, os comunicadores, qualquer máquina à frente.

Entretenimento adulto, sem respostas claras e figuras atraentes. Carpenter, a partir do roteiro de Bill Lancaster, retoma a história de John W. Campbell Jr., levada às telas em 1951 por Christian Nyby e Howard Hawks no também ótimo O Monstro do Ártico.

O clássico – feito sob o clima da Guerra Fria, sobre os riscos de um “estrangeiro” indesejado – apresenta o monstro e os heróis. A versão de Carpenter prefere a dúvida, a situação em que todos deixam ver algo monstruoso, com ou sem o alienígena.

(The Thing, John Carpenter, 1982)

Nota: ★★★★☆

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Meu Filho é Meu Rival, de Howard Hawks e William Wyler

O problema do protagonista de Meu Filho é Meu Rival, cuja direção é assinada por Howard Hawks e William Wyler, é não se despregar do passado. Ele tenta e sempre fracassa.

Ao fim, em um instante pequeno, à maneira do cinema clássico, fica clara sua “volta por cima”, quando a personagem busca se redimir. É o momento em que Barney Glasgow (Edward Arnold) bate o sino de sua empresa, em uma festa, como se estivesse na fazenda. Misto de industrialização e selvageria. O homem grita sem parar e avisa a todos que, se não vierem comer, o alimento será dado aos cães.

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O mundo em questão é dividido entre o pai, tragado ao passado, e seu filho, sempre de olho no futuro. Ambos se apaixonam pela mesma mulher, ou pela mesma imagem. Barney um dia amou a cantora de bares Lotta (Frances Farmer). No entanto, preferiu deixá-la para se casar com a filha de um poderoso homem de negócios.

O mundo dá voltas. Chega Richard (Joel McCrea), o filho, a modernização em pessoa. Ele apaixona-se por Lotta, filha da cantora de mesmo nome. Se na época do pai belas mulheres cantavam sobre balcões, as novas querem progredir, têm ambição.

Tão importante à história, a dama é interpretada nos dois tempos pela mesma atriz. No bar do passado, ela canta “Aura Lee”, e os homens param para ouvi-la – e vê-la. Caem como cairiam, depois, aos encantos de Marilyn Monroe em qualquer um de seus filmes de palco, bares e plateias – com selvagens à espreita.

Farmer não deixa curvas ou sexo à mostra. É mais contida, tem olhar penetrante, exala desejo. Dá para entender por que pai e filho começam a guerrear. De tempos diferentes, não resistem à mesma mulher.

Hawks teria feito a maior parte do filme, brigou com o produtor Samuel Goldwyn e deixou a produção. Wyler, outro grande cineasta, assumiu a empreitada. A sequência mais interessante, sem dúvida, é a dor bar, quando Arnold, Farmer e o sempre coadjuvante Walter Brennan (ganhador do Oscar pelo papel) brigam com um bando de homens, lançando bandejas contra vidros e contra tudo ao redor.

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Com fotografia de Rudolph Maté e Gregg Toland, Farmer é filmada em contra-plongée (de cima para baixo), com os homens em posição inferior a ela, no mesmo bar. Trata-se de um plano não muito comum aos tempos de cinema clássico, quando não se revelava o teto dos ambientes em que a história ocorria.

Pouco depois, Toland teria posição de destaque nos créditos finais de Cidadão Kane, de Orson Welles, também com sequências em que se vê o teto dos ambientes. Difícil pensar em dois diretores de fotografia tão bons em um filme como Meu Filho é Meu Rival, hoje quase esquecido. Maté havia trabalhado com Carl Theodor Dreyer na obra-prima O Martírio de Joana D’Arc e faria A Dama de Shangai, mais tarde, justamente com Welles – dessa vez no terreno do noir.

Nem sempre a reunião de gênios resulta em grandes obras. Restam alguns bons momentos, talvez grandes. E um deles, sem dúvida, está na virada final, no sorriso ao mesmo tempo cínico e explicativo do protagonista. Representa a derrota de alguém como Glasgow, figura inseparável da América, do meio dos poderosos, como seria Charles Foster Kane.

(Come and Get It, Howard Hawks e William Wyler, 1936)

Nota: ★★★☆☆

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Minha Rainha, de Erich von Stroheim

Os 100 melhores filmes dos anos 30

Comprimir uma década em 100 filmes é trabalho árduo, não raro injusto. Assim são as listas: injustas, claro, pois sempre espelham o gosto individual. A lista abaixo não foge à regra: é baseada no gosto do autor deste blog. E escolher os filmes é sempre uma dificuldade. Quando se trata de uma década como tal, mais ainda.

Grandes obras acabaram ficando de fora por falta de espaço, aventuras como O Grande Motim e Sob as Ondas, ou o extraordinário musical A Alegre Divorciada, a parceria de Lubitsch com Marlene Dietrich, Anjo, ou mesmo outras parcerias desta atriz singular com o grande Josef von Sternberg (três estão na lista, quatro ficaram de fora).

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Entre os 100, os americanos dominam a lista. Há também japoneses, ingleses, franceses, alemães e dois brasileiros. A supremacia de Hollywood tem justificativa: os anos 30 marcam o momento máximo do cinema de estúdio, em plena Depressão. Por outro lado, o diretor com mais filmes na lista é o francês Jean Renoir (8), seguido pelos americanos John Ford (5) e Howard Hawks (4). Abaixo, os 100 da grande década!

100) Stella Dallas, Mãe Redentora, de King Vidor

Stella Dallas

99) As Irmãs de Gion, de Kenji Mizoguchi

as irmãs de gion

98) Anjos de Cara Suja, de Michael Curtiz

anjos de cara suja

97) Peregrinação, de John Ford

peregrinação

96) Êxtase, de Gustav Machatý

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95) Desonrada, de Josef von Sternberg

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94) O Morro dos Ventos Uivantes, de William Wyler

o morro dos ventos uivantes

93) Atire a Primeira Pedra, de George Marshall

atire a primeira pedra

92) Hotel do Norte, de Marcel Carné

hotel do norte

91) Serpente de Luxo, de Alfred E. Green

serpente de luxo

90) Les maisons de la misère, de Henri Storck

Les maisons de la misère

89) Rainha Christina, de Rouben Mamoulian

rainha christina

88) Pigmalião, de Anthony Asquith e Leslie Howard

pigmalião

87) Uma Noite na Ópera, de Sam Wood

uma noite na ópera1

86) O Homem que Nunca Pecou, de John Ford

o homem que nunca pecou

85) Grande Hotel, de Edmund Goulding

grande hotel

84) Alexander Nevsky, de Sergei M. Eisenstein

Alexandre Nevsky

83) O Homem que Sabia Demais, de Alfred Hitchcock

o homem que sabia demais

82) Ganga Bruta, de Humberto Mauro

ganga bruta

81) O Delator, de John Ford

o delator

80) Possuída, de Clarence Brown

possuída

79) A Idade do Ouro, de Luis Buñuel

a idade do ouro

78) O Fugitivo, de Mervyn LeRoy

o fugitivo

77) Vamos Dançar?, de Mark Sandrich

vamos dançar

76) Fúria, de Fritz Lang

fúria

75) Jezebel, de William Wyler

jezebel

74) A Imperatriz Vermelha, de Josef von Sternberg

a imperatriz vermelha

73) Cupido é Moleque Teimoso, de Leo McCarey

cupido é moleque teimoso

72) Drácula, de Tod Browning

drácula

71) A Dama Oculta, de Alfred Hitchcock

a dama oculta

70) Irene, a Teimosa, de Gregory La Cava

irene a teimosa

69) Beco Sem Saída, de William Wyler

beco sem saída

68) A Mulher do Padeiro, de Marcel Pagnol

a mulher do padeiro

67) Cavadoras de Ouro, de Mervyn LeRoy

cavadoras de ouro

66) Frankenstein, de James Whale

frankenstein

65) A Floresta Petrificada, de Archie L. Mayo

a floresta petrificada

64) Ritmo Louco, de George Stevens

ritmo louco

63) Suprema Conquista, de Howard Hawks

suprema conquista

62) A Cadela, de Jean Renoir

a cadela

61) As Aventuras de Robin Hood, de Michael Curtiz e William Keighley

aventuras de robin hood

60) Kuhle Wampe, de Slatan Dudow

kuhle wampe

59) Aconteceu Naquela Noite, de Frank Capra

aconteceu naquela noite

58) Inimigo Público, de William A. Wellman

inimigo público n1

57) Ninotchka, de Ernst Lubitsch

Greta Garbo - Ninotchka

56) Demônio da Algéria, de Julien Duvivier

o demônio da algéria

55) O Paraíso Infernal, de Howard Hawks

o paraíso infernal

54) A Mulher Faz o Homem, de Frank Capra

a mulher faz o homem

53) Toni, de Jean Renoir

toni

52) Filhos do Deserto, de William A. Seiter

filhos do deserto

51) Eu Nasci, Mas…, de Yasujiro Ozu

eu nasci mas

50) Boêmio Encantador, de George Cukor

boêmio encantador

49) Monstros, de Tod Browning

monstros

48) La Nuit du Carrefour, de Jean Renoir

la nuit du carrefour

47) Cais das Sombras, de Marcel Carné

cais das sombras

46) Os 39 Degraus, de Alfred Hitchcock

os 39 degraus

45) Heróis Esquecidos, de Raoul Walsh

heróis esquecidos

44) Boudu Salvo das Águas, de Jean Renoir

boudu salvo das águas

43) Alma no Lodo, de Mervyn LeRoy

alma no lodo

42) A Nós a Liberdade, de René Clair

a nós a liberdade2

41) A Besta Humana, de Jean Renoir

a besta humana

40) O Anjo Azul, de Josef Von Sternberg

o anjo azul

39) Gente no Domingo, de Edgar G. Ulmer, Robert Siodmak e outros

gente no domingo

38) O Picolino, de Mark Sandrich

picolino

37) Zero em Comportamento, de Jean Vigo

zero em comportamento

36) Trágico Amanhecer, de Marcel Carné

trágico amanhecer

35) Branca de Neve e os Sete Anões, de David Hand e outros

branca de neve e os sete anões

34) Scarface – A Vergonha de uma Nação, de Howard Hawks

scarface

33) Belezas em Revista, de Lloyd Bacon

belezas em revista

32) A Noiva de Frankenstein, de James Whale

a noiva de frankenstein

31) O Romance de um Trapaceiro, de Sacha Guitry

o romance de um trapaceiro

30) Cruzes de Madeira, de Raymond Bernard

cruzes de madeira

29) O Pão Nosso de Cada Dia, de F.W. Murnau

O Pão Nosso de Cada Dia

28) Levada da Breca, de Howard Hawks

levada da breca

27) King Kong, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack

King Kong

26) Olympia – Partes 1 e 2, de Leni Riefenstahl

olympia

25) Filho Único, de Yasujiro Ozu

filho único

24) Sem Novidade no Front, de Lewis Milestone

sem novidade no front

23) A Cruz dos Anos, de Leo McCarey

a cruz dos anos

22) Um Dia no Campo, de Jean Renoir

um dia no campo

21) A Mocidade Lincoln, de John Ford

a mocidade de lincoln

20) Crisântemos Tardios, de Kenji Mizoguchi

crisantemos tardios

19) O Triunfo da Vontade, de Leni Riefenstahl

o triunfo da vontade

18) A Ceia dos Acusados, de W.S. Van Dyke

a ceia dos acusados

17) O Testamento do Dr. Mabuse, de Fritz Lang

o testamento do dr mabuse

16) Rua 42, de Lloyd Bacon

rua 42

15) O Vampiro, de Carl Theodor Dreyer

o vampiro

14) Terra, de Aleksandr Dovzhenko

terra

13) E o Vento Levou, de Victor Fleming

e o vento levou

12) Diabo a Quatro, de Leo McCarey

diabo a quatro

11) Luzes da Cidade, de Charles Chaplin

luzes da cidade

10) Ladrão de Alcova, de Ernst Lubitsch

Os larápios nunca foram tão graciosos e belos como nessa obra de Lubitsch, sobre o furto de joias, amantes feitos e desfeitos e dona de um roteiro brilhante.

ladrão de alcova

9) No Tempo das Diligências, de John Ford

Talvez o maior faroeste de Ford. A diligência representa sua nação, com o herói pistoleiro, a prostituta, o homem rico, a dama grávida, o médico alcoólatra, entre outros.

no tempo das diligências

8) Tabu, de F.W. Murnau

O cenário é o paraíso Bora Bora, onde as personagens querem apenas viver e amar. O conflito surge quando o rapaz escolhe deixar o local em busca de seu grande amor.

tabu

7) O Mágico de Oz, de Victor Fleming

A grande fantasia dos estúdios, parte em cores, parte em sépia, terreno perfeito para Judy Garland e seus companheiros: o cão Totó, o Leão, o Homem de Lata e o Espantalho.

o mágico de oz

6) Tempos Modernos, de Charles Chaplin

O herói está alheio aos conflitos de seu tempo, mas acaba tragado ao seu interior: às confusões que causa na empresa, ou mesmo à manifestação que integra sem querer.

tempos modernos

5) M, o Vampiro de Düsseldorf, de Fritz Lang

Os criminosos instalam um tribunal particular para julgar o “vampiro” que mata crianças. É mais um dos filmes de Lang que antecipa a Alemanha sob o nazismo.

m o vampiro de dusseldorf

4) O Atalante, de Jean Vigo

Obra-prima do amor perdido, entre o isolamento da barca e a grande cidade. Quando deseja rever a amada, o amante lança-se no rio e encontra sua imagem. Algo mágico.

o atalante

3) A Grande Ilusão, de Jean Renoir

O cineasta francês realizou a obra pouco antes da Segunda Guerra, ambientada na Primeira e com a amizade entre dois oficiais de lados diferentes: um francês, o outro alemão.

a grande ilusão

2) Limite, de Mário Peixoto

Obra de vanguarda e único filme acabado de Peixoto. Místico, às vezes delirante, quase sempre a figurar no topo das listas de melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

Limite

1) A Regra do Jogo, de Jean Renoir

Outro de Renoir que antecipa a guerra, mas aqui pelo isolamento: um grupo de burgueses e seus criados em um grande castelo, em corridas e traições, alheios ao mundo externo. Comportam-se como crianças, evocam o teatro. Ao fim, os inocentes sempre levam a pior.

a regra do jogo

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