Aguirre A Cólera dos Deuses

Z: A Cidade Perdida, de James Gray

A jornada de Percy Fawcett pela Amazônia tem mais sonho que realidade. O diretor James Gray, com roteiro de sua própria autoria a partir do livro de David Grann, divide o tempo entre passagens do explorador em busca da cidade perdida e situações nas quais a selvageria impõe-se de outras formas, como na caçada a um cervo, no início, ou na Primeira Guerra Mundial.

O que há de irônico aqui – ainda que o filme em momento nenhum desdenhe das crenças do herói, e tampouco o trate como louco – é essa tentativa de encontrar uma civilização quando só restam sinais de selvageria. E Fawcett, como mostra Gray no desfecho, terminará consumido pela mesma. Rui o sonho da civilização.

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

O militar converte-se em explorador quando é levado pelo Império Britânico a uma missão na América do Sul, entre a Bolívia e o Brasil, na Amazônia, para o mapeamento de seu território. Os ingleses têm interesse no fim dos conflitos locais, o que tem feito subir o preço da borracha. Os homens seguem então à mata fechada.

Três viagens à selva são mostradas ao longo do filme. Fawcett primeiro lamenta: não entende por que deixou a família para trás, na Inglaterra, para invadir território tão hostil. Logo muda, encanta-se com a possibilidade da aparência selvagem e desordenada abrigar uma cidade. Isso ocorre após ele encontrar alguns objetos de cerâmica na floresta, o suficiente para sustentar suas crenças.

De volta à Inglaterra, Fawcett protagoniza um debate que parece ter saído de A Volta ao Mundo em 80 Dias ou algo do tipo, quando um bando de britânicos bem vestidos colocam-se a desconfiar dos outros, todos sedentos por novidades e desafios, nos espaços de um clube local. Todos a esbravejarem o poder do homem branco.

De volta à mata, o explorador descobre novas esculturas sobre a rocha, uma tribo canibal, e se vê outra vez ao lado de homens desconfiados, doentes, sem forças para continuar a empreitada. Vê-se sem comida, a certa altura, o que inviabiliza a missão. Difícil não pensar em Aguirre, a Cólera dos Deuses, de Werner Herzog, no qual os homens são pouco a pouco dizimados à medida que seguem pelo rio.

E se não chega à insanidade do filme alemão ou mesmo de Apocalypse Now (as comparações são quase incontornáveis), isso se deve à visão clássica de Gray, à maneira como prefere a calmaria e a linearidade, à aparente retidão das personagens e até mesmo aos contornos de tragédia silenciosa do homem controlado até o fim.

Seus homens não explodem nem mesmo quando tudo parece terminado, quando percebem ter perdido a batalha. Fawcett não desiste da missão com facilidade: é o caçador que consegue abater o cervo em uma disputa, o militar que conduz um bando de homens contra os alemães na Primeira Guerra e quase termina cego. Na pele do protagonista, Charlie Hunnam concentra força e humanidade.

A terceira viagem à Amazônia, à frente, ocorre por insistência do filho, Jack, interpretado por Tom Holland. O garoto aprende a gostar da caça e, como o pai, busca na mata uma aventura ou a possibilidade de escrever seu nome na história. São louvados pelos outros no caminho, embrenham-se de novo no meio do nada, encaram índios enquanto estes se mantêm a distância, incompreendidos, indecifráveis.

Como o filme anterior de Gray, Era uma Vez em Nova York, a imagem final de Z: A Cidade Perdida mostra a caminhada de uma personagem por meio de seu reflexo. Vê-se, através do espelho, um espaço de sombras, a mulher (Sienna Miller) que ainda aguarda o retorno do marido e do filho, a mulher que mantém a esperança de que ambos talvez tenham encontrado a sonhada civilização perdida entre a mata selvagem.

(The Lost City of Z, James Gray, 2016)

Nota: ★★★★☆

Veja também:
James Gray: era uma vez na América

Fitzcarraldo, de Werner Herzog

O novo “Deus branco” não chegará aos índios com canhões, explica Brian Sweeney Fitzgerald, ou apenas Fitzcarraldo. Chegará a eles com a ópera de Caruso, a voz divina que o protagonista certamente conhece como ninguém.

Levar essa voz divina à natureza bruta, à mata fechada, é o que move o filme de Werner Herzog. Como o anterior Aguirre, a Cólera dos Deuses, Fitzcarraldo é sobre obsessão: inclui um grupo de supostos loucos em águas desconhecidas, banhadas pelo barro escuro das margens, e das quais não se sabe o que esperar.

fitzcarraldo

Ainda mais, um filme sobre a obsessão do diretor, em meio a filmagens complicadas, à dificuldade em lidar com questões físicas e humanas, a começar pelo temperamento de seu ator central, o sempre inconstante Klaus Kinski.

Quando tudo parece perdido, Kinski, ou Fitzcarraldo, fala com os olhos: deixa que permeiem o nada, como se a morte estivesse ali, próxima, ainda assim a ser ignorada. Sua expressão é de deslumbramento, com desejo, pulsação da arte que nem sempre se vê – a arte insistente da ópera em vinil, direto à natureza.

A intenção de construir uma casa de ópera em plena selva amazônica pertence a seres como Fitzcarraldo. A personagem de Kinski, à beira da loucura, carrega desespero e emoção em quase tudo o que faz, com desejo e insanidade.

Mas ela sabe, no fundo, que grandes homens são também um pouco loucos: desafiam seus tempos para impor algo que pode invariavelmente dar luz ao fracasso, o que certamente ocorrerá. E grandes fracassos também fazem história.

fitzcarraldo2

Em sua embarcação, Fitzcarraldo perde pouco a pouco seus tripulantes: primeiro ele expulsa dois casais e, quando índios passam a atormentar a todos com o som da música, em meio à mata, o resto sabota a viagem e simplesmente vai embora.

“Deus branco”, o protagonista está sozinho com três homens, cercado por índios, encurralado em meio ao rio. Os nativos aproximam-se do barco, tocam o grande objeto sobre as águas. Talvez nunca tenham visto algo assim.

A ideia do progresso inclui a situação da personagem de Grande Otelo, condutor do trem que nunca saiu do lugar, uma das ideias de Fitzcarraldo que não deu certo.

Apenas o desejo de enriquecer, mata adentro, parece não justificar aquele ato: subir com um grande barco pelo barranco, contra a terra, navegando em outro estado, de outra forma. Por alguns segundos (mais longos do que parecem), o espectador vê o grande barco branco atravessar a poção de terra – ao som de Caruso.

fitzcarraldo3

É como se o cinema de Herzog, sobre a luta do homem contra a natureza, esperasse por esse momento sublime: a beleza da arte encontra-se paralela aos gestos humanos, a mover montanhas. Qual a razão do ato? Nada tem a ver com dinheiro, é certo.

Se a ação com os índios parece possível, nem sempre a comunicação terá igual sintonia. Enquanto trabalham como escravos, dando as vidas ao ato obsessivo do homem loiro, os índios não revelam ao certo o que desejam – e nem mesmo Herzog, como se viu em Aguirre, ousará explicar suas faces indecifráveis.

A ação, diz o cineasta, converte-se na língua capaz de conectar os povos. Levar o barco de um rio para outro, por terra, passa a ter sentido. Homens são movidos a obsessões.

Nota: ★★★★☆

Veja também:
Invencível, de Werner Herzog

Realidade e representação

Fitzcarraldo fez transportar seu navio por cima de uma montanha, mas Herzog também. Aguirre comandou a descida de uma expedição dos Andes até a floresta Amazônica, assim como Herzog. As filmagens aconteciam em meio a desastres, crises e acidentes. Os índios se ofereceram a Herzog para matar Kinski. Herzog precisava de um ator obsessivo como ele próprio, capaz de levar seu trabalho tão a sério a ponto de arriscar-se a morrer e a matar. Um ator que borrasse as fronteiras entre realidade e representação, que atuasse o tempo todo e, portanto, nunca estivesse atuando, que fosse um louco e um virtuose de sua arte.

Otavio Frias Filho, sobre a relação entre o cineasta Werner Herzog e o ator Klaus Kinski nos filmes Fitzcarraldo (foto abaixo) e Aguirre, a Cólera dos Deuses (Folha de S. Paulo, fevereiro de 2001).

fitzcarraldo

Os 100 melhores filmes dos anos 70

Resumir dez anos de grandes filmes em 100 títulos é um desafio. A década de 70 oferece misturas, cinemas variados, como a Novo Hollywood, o Novo Cinema Alemão, os filmes pipoca de Hollywood, o cinema político italiano, além de produções que refletiram, no calor da hora (ou quase), os conflitos do Vietnã. Destaque para cineastas como Coppola, Altman, Fassbinder, Herzog e muitos outros. Uma década para não esquecer. (Atualizado em 11/05/2017)

Curta o Palavras de Cinema no Facebook

100) Coração de Cristal, de Werner Herzog

coração de cristal

99) A Lira do Delírio, de Walter Lima Jr.

a lira do delírio

98) Nós Não Envelheceremos Juntos, de Maurice Pialat

nós não envelheceremos juntos

97) A Terceira Geração, de Rainer Werner Fassbinder

a terceira geração

96) Pai Patrão, de Paolo Taviani e Vittorio Taviani

pai patrão

95) Tiro de Misericórdia, de Volker Schlöndorff

tiro de misericórdia

94) Três Mulheres, de Robert Altman

três mulheres foto

93) Tubarão, de Steven Spielberg

tubarão

92) Esta Terra é Minha Terra, de Hal Ashby

esta terra é minha terra

91) Um Lance no Escuro, de Arthur Penn

um lance no escuro

90) As Irmãs Brontë, de André Téchiné

89) Cría Cuervos, de Carlos Saura

cria cuervos

88) Um Dia de Cão, de Sidney Lumet

um dia de cão

87) Esse Obscuro Objeto de Desejo, de Luis Buñuel

esse obscuro objeto de desejo

86) Espantalho, de Jerry Schatzberg

espantalho

85) O Homem de Mármore, de Andrzej Wajda

o homem de mármore

84) Loucuras de Verão, de George Lucas

loucuras de verão

83) Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia, de Sam Peckinpah

tragam-me a cabeça de alfredo garcia

82) Operação França, de William Friedkin

operação frança

81) Um Dia Muito Especial, de Ettore Scola

um dia muito especial

80) O Show Deve Continuar, de Bob Fosse

o show deve continuar

79) A Batalha do Chile – A Luta de um Povo sem Armas, de Patricio Guzmán

1973, AGOSTO 15.- PARO DE CAMIONEROS

78) A Honra Perdida de Katharina Blum, de Volker Schlöndorff e Margarethe von Trotta

a honra perdida de katharina blum

77) Lacombe Lucien, de Louis Malle

lacombe lucien

76) Iracema, Uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna

iracema

75) Sob o Domínio do Medo, de Sam Peckinpah

sob o domínio do medo

74) Bye Bye Brasil, de Carlos Diegues

bye bye brasil

73) Manhattan, de Woody Allen

manhattan

72) Amor e Anarquia, de Lina Wertmüller

amor e anarquia

71) Trágica Separação, de Claude Chabrol

trágica separação

70) Muito Além do Jardim, de Hal Ashby

muito além do jardim

69) Jeanne Dielman, de Chantal Akerman

jeanne dielman

68) Lenny, de Bob Fosse

lenny

67) Mad Max, de George Miller

mad max

66) Uma História de Amor Sueca, de Roy Andersson

uma história de amor sueca

65) Barry Lyndon, de Stanley Kubrick

barry lyndon

64) O Franco Atirador, de Michael Cimino

o franco atirador

63) M.A.S.H, de Robert Altman

mash

62) Prelúdio para Matar, de Dario Argento

61) O Enigma de Kaspar Hauser, de Werner Herzog

enigma de kaspar hauser

60) Violência de Paixão, de Luchino Visconti

violência e paixão

59) Diabel, de Andrzej Zulawski

diabel

58) Saló ou Os 120 Dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini

saló

57) Cenas de um Casamento, de Ingmar Bergman

cenas de um casamento

56) O Espelho, de Andrei Tarkovski

espelho

55) Os Duelistas, de Ridley Scott

duelistas

54) A Noite Americana, de François Truffaut

a noite americana

53) Performance, de Donald Cammell e Nicolas Roeg

performance

52) Providence, de Alain Resnais

providence

51) A Última Ceia, de Tomás Gutiérrez Alea

a última ceia

50) Os Emigrantes, de Jan Troell

Max von Sydow, Liv Ullman

49) Lilian M: Relatório Confidencial, de Carlos Reichenbach

lilian m

48) A Confissão, de Costa-Gavras

confissão

47) O Mensageiro, de Joseph Losey

mensageiro

46) A Árvore dos Tamancos, de Ermanno Olmi

árvore dos tamancos

45) Domingo Maldito, de John Schlesinger

domingo maldito

44) Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci

último tango

43) O Mercador da Quatro Estações, de Rainer Werner Fassbinder

o mercador das quatro

42) A Longa Caminhada, de Nicolas Roeg

longa caminhada

41) O Garoto Selvagem, de François Truffaut

o garoto selvagem

40) O Discreto Charme da Burguesia, de Luis Buñuel

discreto charme da burguesia

39) O Último Magnata, de Eli Kazan

LastTycoon_Still_019.tif

38) Corações e Mentes, de Peter Davis

corações e mentes

37) As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, de Rainer Werner Fassbinder

lágrimas amargas de petra

36) Guerra nas Estrelas, de George Lucas

guerra nas estrelas

35) Profissão: Repórter, de Michelangelo Antonioni

profissão repórter

34) O Sopro no Coração, de Louis Malle

sopro no coração

33) O Medo Devora a Alma, de Rainer Werner Fassbinder

medo devora a alma

32) Caminhos Perigosos, de Martin Scorsese

caminhos perigosos

31) A Mãe e a Puta, de Jean Eustache

a mãe e a puta

30) O Açougueiro, de Claude Chabrol

o açougueiro

29) Amargo Pesadelo, de John Boorman

amargo pesadelo

28) Solaris, de Andrei Tarkovski

solaris1

27) Um Estranho no Ninho, de Milos Forman

estranho no ninho

26) Cabaret, de Bob Fosse

cabaret

25) Amarcord, de Federico Fellini

amarcord

24) A Viagem dos Comediantes, de Theodoros Angelopoulos

a viagem dos comediantes

23) O Império dos Sentidos, de Nagisa Oshima

império dos sentidos

22) Uma Mulher Sob Influência, de John Cassavetes

uma mulher sob

21) Cada um Vive Como Quer, de Bob Rafelson

cada um vive como quer

20) O Amigo Americano, de Wim Wenders

o amigo americano

19) Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen

noivo neurótico

18) S. Bernardo, de Leon Hirszman

s bernardo

17) Cinzas no Paraíso, de Terrence Malick

cinzas no paraíso

16) Rede de Intrigas, de Sidney Lumet

rede de intrigas

15) Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick

laranja mecânica

14) A Última Sessão de Cinema, de Peter Bogdanovich

última sessão de cinema

13) Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola

apocalypse now

12) Gritos e Sussurros, de Ingmar Bergman

gritos e sussurros

11) Inverno de Sangue em Veneza, de Nicolas Roeg

inverno de sangue

10) Taxi Driver, de Martin Scorsese

De Niro, como Travis, passa suas noites no interior daquele táxi, com diferentes passageiros: com políticos, prostitutas e homens traídos.

taxi driver

9) A Conversação, de Francis Ford Coppola

O protagonista é o paradoxo: ao mesmo tempo plugado em tudo, ao mesmo tempo separado de todos, solitário, fechado em seu próprio universo. E perseguido.

conversação

8) O Espírito da Colmeia, de Victor Erice

A criança assiste o clássico Frankenstein e tem sua vida transformada em plena época da Guerra Civil Espanhola. Obra-prima sobre o universo infantil.

espírito da colmeia

7) Nashville, de Robert Altman

Para Pauline Kael, este é o filme que mais bem revela a loucura da América. Passa-se na cidade-título, com música country e uma campanha política ao fundo.

nashville

6) O Poderoso Chefão – Parte 2, de Francis Ford Coppola

A continuação é tão boa quanto a primeira parte: tem Pacino mais malvado e, de quebra, De Niro como o jovem Corleone pai, sobre os telhados, transformando-se em assassino.

o poderoso chefão2

5) Aguirre, A Cólera dos Deuses, de Werner Herzog

A viagem a lugar nenhum não poderia terminar bem: uma jangada à deriva e o suposto desbravador sozinho, sobre águas escuras, rodeado de macacos, quase morto.

aguirre

4) O Conformista, de Bernardo Bertolucci

É sobre a alienação humana, também sobre a viagem de descoberta de um soldado de Mussolini e a invasão da libertinagem em tempos hostis. O melhor de Bertolucci.

conformista

3) Chinatown, de Roman Polanski

O diretor de origem polonesa realiza um dos grandes filmes noir americano fora do período noir – e ainda faz a inesquecível cena da faca no nariz de Jack Nicholson.

chinatown

2) Quando os Homens são Homens, de Robert Altman

O faroeste gélido de Altman parece às vezes calculado, às vezes livre. Passa-se em um local cheio de lama, com atiradores, cafetões e prostitutas.

quando os homens

1) O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola

Já foi descrito como um filme de salas fechadas, de sussurros, de mortes nem sempre às claras. É uma obra-prima à qual todo mundo recorre, ora ou outra, para lembrar o cinema perfeito. Começa com uma frase irônica – “Eu acredito na América” – e termina com uma mentira.

o poderoso chefão

Os diretores mais presentes na lista:
Quatro filmes: Francis Ford Coppola, Robert Altman, Rainer Werner Fassbinder.
Três filmes: Werner Herzog, Bob Fosse, Nicolas Roeg.

Veja também:
Os 100 melhores filmes dos anos 80

Os melhores filmes de todos os tempos, segundo Roger Ebert

Um dos críticos de cinema mais prestigiados e respeitados do mundo, Ebert morreu nesta quinta-feira, aos 70 anos. Na última eleição dos melhores filmes de todos os tempos pela revista Sight & Sound, ele declarou os dez de sua vida. À lista.

2001

2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick

aguirre

Aguirre, a Cólera dos Deuses, de Werner Herzog

apocalypse now

Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola

a árvore da vida

A Árvore de Vida, de Terrence Malick

cidadão kane

Cidadão Kane, de Orson Welles

contos de tóquio

Contos de Tóquio, de Yasujiro Ozu

um corpo que cai

Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock

a doce vida

A Doce Vida, de Federico Fellini

a general

A General, de Buster Keaton

touro indomável

Touro Indomável, de Martin Scorsese

Fonte.