Melville, autor de filmes

Um cineasta deve ser uma testemunha de seu tempo. Em cinquenta anos, quando meus filmes forem vistos durante um período de três dias, os espectadores devem dizer que o primeiro desses filmes e o último, sem dúvida, têm algo em comum, seja no que diz respeito ao idioma ou em relação ao que eles visam dizer; que através de histórias inventadas, sempre se encontra o mesmo autor, o mesmo cara, com sempre as mesmas cores em sua paleta. É absolutamente essencial que o último filme se assemelhe ao primeiro.

O criador ideal é aquele que forjou um trabalho exemplar.

Não é exemplar no sentido de virtude ou qualidade, e não no sentido de que alguém é excepcional porque tudo o que ele faz é admirável, mas exemplar no sentido de que tudo o que ele projetou pode ser condensado em dez linhas de vinte e cinco palavras cada, vinte e cinco palavras suficientes para explicar o que ele fez e quem ele era.

Jean-Pierre Melville, cineasta francês. A declaração foi retirada do site da Jean-Pierre Melville Foundation (veja aqui).

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Veja também:
O Silêncio do Mar, de Jean-Pierre Melville
Léon Morin – O Padre, de Jean-Pierre Melville
O Exército das Sombras, de Jean-Pierre Melville

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