Os cinco melhores filmes de Emir Kusturica

O diretor sérvio Emir Kusturica tem uma carreira sólida, migrando de filmes com características realistas a obras com contornos oníricos, traços do burlesco e inegável tom político. Sua filmografia atravessa a Iugoslávia comunista e chega à divisão territorial nos Balcãs, sob o clima das transformações políticas dessa região. Com duas Palmas de Ouro no currículo, o cineasta fez filmes fundamentais, como se vê abaixo.

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5) Gato Preto, Gato Branco (1998)

O realizador sérvio coloca-se de novo em terreno que conhece bem: o universo dos ciganos. Pai e filho vivem à beira de um rio e se relacionam com ciganos mafiosos e traficantes que representam uma nova ordem. Um filme anárquico, colorido, talvez o mais exagerado quando se trata da imersão do diretor na comédia burlesca.

4) Você se Lembra de Dolly Bell? (1981)

É o primeiro longa de Kusturica, uma joia que ganhou quatro prêmios no Festival de Veneza. Em cena, um panorama da juventude iugoslava, com festas em um clube local e idas ao cinema. O protagonista é um garoto que descobre seu primeiro amor, uma prostituta, enquanto lida com a doença do pai comunista e sua mudança de casa.

3) Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios (1985)

A primeira Palma de Ouro de Kusturica. Uma crônica sobre os anos do comunismo na Iugoslávia após a Segunda Guerra, sob o clima ufanista do governo Tito. O filme é contado pelo olhar de uma criança, cujo pai, após zombar de uma charge de jornal no qual Marx aparece ao fundo de Lênin, é convidado a fazer uma “viagem de negócios”.

2) Underground – Mentiras de Guerra (1995)

Em três partes, Kusturica passa por três guerras em um panorama histórico da Iugoslávia, do regime comunista à dissolução, com a Guerra da Bósnia. O filme, que lhe valeu uma Segunda Palma de Ouro, traz, entre outras, a história de um grupo de pessoas confinadas em um porão, por décadas, sob a manipulação de um líder comunista.

1) Vida Cigana (1988)

A obra-prima do diretor. O filme marca sua adesão ao realismo mágico e à comédia burlesca, sem esquecer as questões política e social. Rapaz de uma comunidade cigana é obrigado a migrar para a Itália para trabalhar e, ao retornar para casa, descobre que sua amada está grávida e que o filho talvez não seja dele. Um dos pontos altos é a sequência da celebração, entre ciganos, do Dia de São Jorge. Nada menos que genial.

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