O cinema novo taiwanês

Se houvesse duas, e apenas duas, palavras para definir a existência desse cinema, essas duas palavras teriam de ser “excelência” e “paradoxalidade”, pois o cinema que apareceu em Taiwan a partir dos anos 1980 é, ao mesmo tempo, decisivo e influente na cinematografia mundial e praticamente desconhecido fora do circuito dos festivais internacionais; é um conjunto de filmes mais conhecido e debatido ao redor do mundo do que dentro dos limites de seu próprio país; e, por fim, é um cinema de relativamente poucos filmes, de circulação bastante restrita, jamais transformando-se numa indústria sólida, ao passo que as décadas anteriores tinham uma produção enorme em termos quantitativos, mas sem muita projeção internacional, notoriedade ou reconhecimento crítico. O cinema novo de Taiwan é a história de uma aventura que já teve seu começo, seu meio e seu fim, mas que conseguiu consolidar definitivamente três nomes entre os principais autores do cinema contemporâneo: Hou Hsiao-hsien, Edward Yang e Tsai Ming-liang.

Ruy Gardnier, professor, pesquisador e crítico de cinema, em uma análise publicada no livro Cinema Mundial Contemporâneo (Taiwan: Nascimento Cinematográfico de uma Nação, Papirus Editora; organização de Mauro Baptista e Fernando Mascarello; pgs. 305 e 306). Abaixo, imagem de In Our Time, um dos filmes desse período, em quatro capítulos assinados por Tao Te-chen, Edward Yang, Ko I-Chen e Yi Chang.

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