13 filmes sobre relacionamentos em crise

Nem sempre existe amor perfeito no cinema. É o que se vê nos dez filmes abaixo: um amontoado de idas e vindas e sentimentos verdadeiros – tudo em meio a discussões e conflitos. Também um oceano de dores, de descobertas. Há obras que mostram casais unidos após anos, confrontando problemas; outras, como A Mãe e a Puta, lidam com amantes jovens, com suas dificuldades em ter algo sério ou simplesmente viver o momento.

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Aurora, de F.W. Murnau

O homem tem uma amante da cidade e, após pensar em matar a mulher, tenta reconquistá-la. O título original dessa obra-prima fala sobre uma “canção de dois humanos”.

aurora

Viagem à Itália, de Roberto Rossellini

Provavelmente o melhor de Rossellini, o filme apresenta a crise de um casal que viaja pela Itália e passa pelo solo de vulcões e velhos cadáveres conservados.

viagem à itália

A Noite, de Michelangelo Antonioni

Na segunda parte da Trilogia da Incomunicabilidade, Mastroianni e Jeanne Moreau caminham sem rumo: pela cidade, por hospitais e festas. Pela manhã, precisam se confrontar.

a noite

Nós Não Envelheceremos Juntos, de Maurice Pialat

O grande Pialat mostra um relacionamento conturbado entre um bruto cineasta e sua mulher, que sempre o aceita de volta. Isso, claro, poderá mudar.

nós não envelheceremos juntos

A Mãe e a Puta, de Jean Eustache

Em cena, nessa obra-prima de Eustache, não estão pessoas casadas. São amantes livres, em Paris, ainda com questionamentos sobre o tempo passado, o Maio de 68.

a mãe e a puta1

Cenas de um Casamento, de Ingmar Bergman

O filme de Bergman também deu origem a uma minissérie e está entre os melhores exemplares sobre conflitos amorosos na tela. Passa do casamento à separação, depois ao adultério.

cenas de um casamento

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen

O diretor fez esse filme em homenagem à sua musa, Diane Keaton, e traz a história de um comediante em dúvida sobre seus relacionamentos. Oscar de melhor filme.

noivo neurótico

O Fundo do Coração, de Francis Ford Coppola

O extravagante musical de Coppola apresenta um casal em fim de relacionamento. Pela noite, eles conhecem outras pessoas e uma nova jornada cheia de cores.

o fundo do coração

Noites de Lua Cheia, de Eric Rohmer

Ela não quer viver com ele, deseja ser independente. Ele não a entende, mas aceita. Nessas idas e vindas, ambos descobrem que amor e liberdade nem sempre são compatíveis.

noites de lua cheia

Closer, de Mike Nichols

Quatro peças distribuem-se em um jogo complicado: o jornalista ama a stripper e talvez não saiba, a fotógrafa prefere a segurança do médico e demora a descobrir isso.

closer

Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami

O casal, até certa altura, parece ter acabado de se conhecer. Mais tarde o passado vem à tona nesse filme maravilhoso, no qual Kiarostami questiona o que é verdadeiro e o que é cópia.

cópia fiel

Antes da Meia-Noite, de Richard Linklater

Eles estiveram juntos em filmes passados, separaram-se e voltaram a se encontrar. Agora estão casados: vivem aquele ponto em que tudo parece se dissolver.

antes da meia-noite1

Meu Rei, de Maïwenn

Mulher acredita ter encontrado o homem de sua vida. Depois, grávida, ela passa a enfrentar os obstáculos dessa relação a dois, entre idas e vindas e doses de drama.

meu rei

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8 comentários

  1. Dentre os que vi, Antes da meia noite, Closer, Noivo neurótica..,A Noite, Viagem à Itália, Cenas de um casamento foi o que eu mais sofri junto com os personagens. E Saraband complementa.

  2. Bela lista! Mas há dois filmes franceses constantemente esquecidos que são um par: é preciso assistir aos dois. Coisa dos anos 60. Trata-se de “Diário de Um Homem” e “Diário de Uma Mulher”. É sobre um casamento em crise. Muito bom e o formato era inédito! Assistir aos dois para sacar um pouco da verdade entre o casal? Formidável.

  3. Há o excelente filme francês “A Separação” (1994) com Daniel Auteuil e Isabelle Huppert. O casal dá um show como só os europeus conseguem: aquele drama contido.

  4. E há também os ótimos “Um Copo de Cólera” com Alexandre Borges e Júlia Lemmertz (1999) e “Eu Sei Que Vou te Amar” ( 1986) com Fernanda Torres e Thales Pan Chacon

  5. E falando em “Eu sei que vou te amar”, a Fernanda Torres ganhou, por este filme, o prêmio de melhor atriz em Cannes. E Arnaldo Jabor, o diretor, foi um dos nomeados ao prêmio de melhor filme.

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