Sete refeições exageradas e inesquecíveis do cinema

O sagrado momento da refeição – sozinho, a dois ou com convidados à mesa – é a saída para alguns cineastas explorarem o absurdo. A começar pelos filmes, há todo tipo de crítica, todo tipo de personagens, entre ataques à religiosidade, ao poder, ao consumismo, às refeições de gente educada. Filmes brilhantes. Sequências inesquecíveis.

O banquete de casamento em A Imperatriz Vermelha, de Josef von Sternberg

Após ser praticamente santificada no casamento, Catarina (Marlene Dietrich) é leveda a um banquete exagerado, luxuoso, ao mesmo tempo repleto de carcaças sobre a mesa. É possível até ver um esqueleto por ali, nesse grande filme de von Sternberg.

imperatriz vermelha

A “última ceia” de Viridiana, de Luis Buñuel

A noviça (Silvia Pinal) faz boa ação e dá abrigo aos mendigos. Quando os patrões saem de casa, eles resolvem fazer seu próprio banquete. Com crítica poderosa à Igreja, Buñuel reconstrói A Última Ceia de Da Vinci com excluídos, ignorantes e violentos.

viridiana

Insinuações a dois e à mesa em As Aventuras de Tom Jones, de Tony Richardson

Durante várias andanças, Tom Jones (Albert Finney) salva uma certa senhora Walters (Joyce Redman) da morte, quando era abusada por um soldado. Não demora muito e estão a flertar: em plano e contraplano, mudam os pratos e as insinuações só aumentam.

as aventuras de tom jones

Guerra de comida em As Margaridas, de Vera Chytilová

A cineasta tcheca tem aqui seu trabalho mais famoso, delirante, com duas personagens livres em uma viagem surreal. A certa altura, elas encontram um grande banquete e se divertem: fazem guerra de comida, destroem a mesa e continuam a sorrir.

as margaridas2

A feijoada de Venceslau em Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade

Em seu terno verde exagerado, o herói sem nenhum caráter, Macunaíma (Paulo José), invade o reino de Venceslau (Jardel Filho) para recuperar a desejada Muiraquitã. Em uma das sequências mais delirantes do cinema brasileiro, o herói termina servido em um banquete canibal.

macunaíma

Comida, sexo e submissão em Saló ou os 120 Dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini

O diretor italiano fez de seu último filme uma grande provocação. Nessa sequência difícil de acompanhar, um dos soldados fascistas abusa de uma menina nua que serve a comida. Ao mesmo tempo, um dos líderes expõe o ânus aos presentes na refeição.

saló ou os 120 dias de sodoma

A satisfação do cliente em O Sentido da Vida, de Terry Jones e Terry Gilliam

Talvez não seja o melhor filme do grupo britânico Monty Python esta reunião de pequenas histórias hilárias. Entre elas, a do homem que come até explodir, em um restaurante chique, com pessoas comportadas, enquanto recebe atendimento do garçom interpretado por John Cleese.

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