Seis filmes ruins e recentes dirigidos por grandes cineastas

A História do Cinema mostrou, em diferentes momentos, que mesmo alguns grandes mestres podem fazer filmes sofríveis. No caso de alguns cineastas, isso felizmente não é – ou não foi – muito comum. Em seus tropeços, realizadores de carreiras consolidadas fazem o público desanimar ainda mais: como é possível algo desprezível de um Polanski ou um Woody Allen? É bom lembrar: existem bons diretores e grandes diretores. A lista abaixo traz seis grandes nomes em momentos menores, até esquecíveis.

Deus da Carnificina, de Roman Polanski

Não é a primeira vez que Polanski isola algumas personagens em um único ambiente e constrói situações dramáticas e até absurdas a partir de suas relações. Isso pode ser visto, por exemplo, em A Faca na Água e A Pele de Vênus. Em Deus da Carnificina, adaptado da peça de Yasmina Reza, sobre dois casais que se encontram para discutir o problema dos filhos, a explosão de temperamentos das personagens não funciona. São seres irritados, artificiais, levados ao exagero e até mesmo com direito a vômito.

deus da carnificina

Sombras da Noite, de Tim Burton

Pode-se não amar Tim Burton. Ainda assim, é inegável que se trata de um autor. Sombras da Noite tem sua marca: seres fantásticos em uma mistura de comédia e terror. E tem Johnny Depp. As piadas não têm qualquer graça e o diretor, a certa altura, mostra estar no piloto automático. Não tem a mínima ousadia e, pior, tem pouca ou nenhuma graça. Depp interpreta um vampiro abobalhado que retorna ao mundo dos vivos após 200 anos de aprisionamento.

sombras da noite

Para Roma, com Amor, de Woody Allen

Em suas viagens pela Europa, Allen parou na Itália e fez ali seu pior filme em anos, a rivalizar com O Escorpião de Jade, de 2001. Como se sabe, Allen é um apaixonado por Fellini. Em Roma, ele novamente explora algumas vidas que se cruzam, com figuras conhecidas: um amontoado de histórias nada marcantes, entre seres desagradáveis, como Roberto Benigni, e outros que servem de mero medalhão, como a voluptuosa Penélope Cruz – para lembrar musas como Sofia Loren.

para roma

3 Corações, de Benoît Jacquot

Entre dois belos filmes, Adeus, Minha Rainha e O Diário de uma Camareira, o francês Jacquot apostou nessa história sem profundidade sobre um homem que se apaixona por uma mulher e termina casado com a irmã dela. Além do roteiro ralo, o filme tem o ator errado para o protagonista. É difícil esperar algum conflito, ou alguma profundidade que a personagem exige, em Benoît Poelvoorde. Melhor permanecer nos filmes cômicos. Para piorar, não há qualquer química entre ele e as mulheres em cena.

três corações

Êxodo: Deuses e Reis, de Ridley Scott

É difícil acreditar que o diretor de Os Duelistas e Blade Runner faria, mais tarde, bombas como Êxodo: Deuses e Reis e o recente Perdido em Marte. E Êxodo consegue ser pior que o seguinte, encabeçado por Matt Damon. A trama geral é conhecida: Moisés (Christian Bale) volta-se contra o irmão de criação, Ramsés (Joel Edgerton), vai embora de seu reino e guia os escravos à libertação. A sequência de abertura do Mar Vermelho impressiona, mas não salva a obra do fracasso.

aexodo

Tudo Vai Ficar Bem, de Wim Wenders

Outro caso a lamentar: em Tudo Vai Ficar Bem, o diretor de O Amigo Americano e Paris, Texas tem um de seus piores momentos. Leva ao drama de um escritor interpretado por James Franco, com o semblante sonolento, ligado à mãe de uma criança que atropelou. Anos mais tarde, ele é procurado pelo irmão da vítima. A beleza é oca, o filme não tem qualquer profundidade. A câmera apela a movimentos desnecessários, o que faz parecer puro exibicionismo do cineasta.

tudo vai ficar bem

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6 comentários

  1. Mais um: sete filmes ruins de cineastas famosos – o “Alexandre” do Oliver Stone. Aquele cabelo oxigenado do Colin Farrell… A presença desimportante de Angelina Jolie como Olímpia… Um porre. E olha que eu gosto de filmes históricos…

    1. Concordo plenamente Saulo. Pelo que já acompanhei, não me parece unanimidade afirmar que Perdido em Marte é ruim. Trata-se de uma “aventura de sobrevivência sci-fi” mais plausível que o igualmente bom Interestelar. Cada um no seu contexto é com roteiros adequados à proposta…..

  2. Eu amo o Polanski, mas poxa, “Deus da Carnificina” me irritou. Eu quase abandonei o filme, a esta altura qualquer desfecho não faria diferença alguma. O mesmo senti assistindo “Quem tem Medo de Virgínia Wolf”, que coisa chata e cansativa aquele blá blá blá.
    E o filme do Allen eu ñ assisti ainda, mas por achar quase todos os filmes dele chatos, não duvido que vc tenha razão em citá-lo aqui.

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