Fassbinder em Brecht

Baal foi feito para a televisão da Alemanha Ocidental, foi exibido apenas uma vez, em 21 de Abril de 1970, e apesar de haver contratos de distribuição nunca mais pôde ser mostrado, porque a viúva de Brecht, Helene Weigel, fez uso dos seus direitos. Como mais tarde me contou o dramaturgo Tomas Brasch, Helene Weigel, que viu o filme nessa noite do outro lado do Muro de Berlim, achou a interpretação de Fassbinder “horrorosa” (“não basta usar um blusão de cabedal e pendurar um cigarro ao canto da boca para ser Brecht…!”). Sem a sua autorização não conseguimos fazer nada com o filme durante 40 anos. O que os herdeiros de Brecht nunca perceberam foi que já havia Fassbinder no Baal de Brecht, e que havia o espírito de 68 no jovem Brecht.

Volker Schlöndorff, cineasta, sobre seu filme Baal, que tem o também diretor Rainer Werner Fassbinder como personagem-título, em uma entrevista a Vasco Câmara (Jornal Público, outubro de 2014; leia a entrevista completa aqui). Na imagem abaixo, de Baal, Fassbinder aparece ao lado da atriz Hanna Schygulla, que viria a ser sua musa.

baal

Veja também:
Setsuko Hara (1920–2015)

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