Doutor Jivago, 50 anos

Entre homens diferentes, a bela Lara (Julie Christie) leva mais que a atenção da personagem-título, o Jivago de Omar Sharif. Ele, de traços exóticos; ela, menina fina, anjo em meio a uma revolução. A partir do livro de Boris Pasternak, o cineasta David Lean dá luz a uma grande história de amor, entre as melhores do cinema moderno.

Toda vez que Jivago encontra Lara, em diferentes situações, é ao olhar dela que a câmera volta-se: Lean mantém o homem no plano palpável, enquanto a mulher vive em outro universo, inatingível, sempre a ser descoberta.

É justamente a história do amor inatingível, o que faz pensar na morte do herói, ao fim: a necessidade de tocá-la, entre a multidão, após sair de um bonde, enquanto ela perde-se em meio aos outros – e talvez sequer seja Lara aquela mulher entre tantas.

Aos 50 anos, Dr. Jivago continua belo, filme extenso como quase não se faz – da época em que grandes épicos com quatro horas de duração também representavam ganhos de bilheteria, espetáculos para ver em tela grande e com direito a intervalo.

dr jivago

Veja também:
Omar Sharif (1932-2015)

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