O mal em nós

Em todos nós existe o mal, e um cineasta deve mostrá-lo, deve exprimir o mal. O que nos diverte mais? Passar a noite toda falando de uma puta ou de uma mulher tranquila que só se deita com seu marido? Da puta, é claro. Elas são mais interessantes. O que podemos dizer de uma mulher tranquila? É uma mulher tranquila, nada mais. Tenho o hábito de dizer o seguinte: existem apenas duas categorias de indivíduos, os que são maus e os que são muito maus. Mas nós chegamos a um acordo e chamamos os maus de bons e os muito maus de maus.

Fritz Lang, cineasta, em um dicionário pessoal. O texto pertence à verbete “putas”. A íntegra desse dicionário foi publicada em francês em 1964 e depois disponibilizada no catálogo de uma mostra do diretor ocorrida em 2014 em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Abaixo, uma imagem de M, o Vampiro de Düsseldorf.

m o vampiro de dusseldorf

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