Bastidores: Missão: Impossível

O primeiro Missão: Impossível, de 1996, ainda é o melhor da série. Ethan Hunt (Tom Cruise) é traído e tem de recuperar dados ultrassecretos, escondidos em um cofre da CIA, e, de quebra, descobrir quem é o agente infiltrado que legou a ele a culpa por diferentes crimes, após uma ação frustrada em Praga.

Como nos outros filmes da série, Cruise funciona à base da velocidade, ainda que não pareça tão embebedado pela personagem. Após a quarta parte, ele passa a se divertir mais na pele do agente Hunt, e a série toda fica mais descontraída.

O ponto alto da primeira parte dá-se quando o herói invade o cofre da CIA para roubar os dados. O visual branco e quadriculado remete a 2001: Uma Odisseia no Espaço, com Cruise pendura em cordas, impossibilitado de tocar o chão e emitir sons.

Em momentos como esse, o diretor Brian De Palma mostra controle da narrativa, com o máximo da tensão em detalhes, como suor que escorre pela lente dos óculos de Ethan. Se em 2001 o problema era a ausência da gravidade, aqui sua presença age contra o herói obstinado, ao qual nenhum vilão e cofre vigiado representam problemas.

missão impossível

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