Bastidores: Guerra dos Mundos

Existe uma diferença abissal entre o olhar compreensivo e fascinado do menino Elliott diante do alienígena de E.T. e a expressão sempre aterrorizada da pequena Rachel em Guerra dos Mundos. Elliott era a contraparte do E.T. (já no nome), duas encarnações de crianças adoráveis, cuja aspiração maior era simplesmente reencontrar o caminho de casa. O filme era produto de um país confiante em seu poderio, que assim podia olhar o “diferente” com ternura e condescendência.

Guerra dos Mundos é sintoma de situação bem distinta. Os americanos protagonizam um tempo em que ninguém mais se sente seguro. Voltam os fantasmas de um conflito permanente – não mais a guerra fria ideológica, mas a “guerra quente” sem rosto, randômica e descodificada do terror internacional. Boa oportunidade para desenterrar uma vez mais a história seminal de H.G.Wells, concebida como libelo contra a arrogância da sociedade vitoriana, mas maleável a todo tipo de atualização.

Carlos Alberto Mattos, crítico de cinema, no site Críticos (leia aqui). Abaixo, Spielberg e Tom Cruise.

guerra dos mundos

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