Manoel de Oliveira (1908-2015)

A língua do universo é a compreensão. E o universo existe, somos nós e o mundo integrados em todo o espaço cósmico. Do mesmo modo como o universo se concentra num átomo. Até penso que se não fosse assim, a bomba atômica não teria explodido em Hiroshima. Tudo isso é, para mim, extraordinariamente complexo, e para expor todo esse enigma de modo artístico, em filme, só recuando a Georges Méliès e a Júlio Verne. Será mais fácil reduzir a coisa ao átomo. Nem juntas as obras de todos os artistas de cinema e de todas as outras artes seriam capazes de dar uma ideia precisa da complexidade do universo.

Manoel de Oliveira, em entrevista a Leon Cakoff, no livro Manoel de Oliveira (Cosac Naify). E, abaixo, um pequeno trecho de Poema Cinematográfico, escrito pelo diretor português em 1986 e publicado no mesmo livro.

O cinema não é fácil.
Porque a vida é complexa
e a arte indefinível,
indefinível será a vida
e a arte complicada.

manoel de oliveira1

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