Estranho no ninho

Hollywood passava por profundas mudanças no fim dos anos 60. Os filmes não eram como antes, tampouco os temas. Parte do público estava cansada do cinema clássico, dos antigos musicais e faroestes: queriam na tela aquele presente “estranho”, dos motoqueiros de Sem Destino, dos amigos marcados pela sarjeta de Perdidos na Noite.

De olho nas mudanças, o Oscar não teve como deixar de lado algumas novidades. E o prêmio que marca essa guinada é, sem dúvida, o Oscar para o então jovem diretor Mike Nichols, por seu trabalho em A Primeira Noite de um Homem.

Sobre aquele momento do Oscar, vale lembrar as observações de Peter Biskind, em Como a Geração Sexo, Drogas e Rock and Roll Salvou Hollywood:

A competição tinha se configurado como Velha Hollywood contra Nova Hollywood. Era Bonnie & Clyde e A Primeira Noite de um Homem contra dois filmes progressistas mas caretas, No Calor da Noite e Adivinhe Quem Vem para Jantar, além de um grande musical, O Fantástico Dr. Dolittle, que tinha sido um fracasso de bilheteria, quase terminando a destruição da Fox, iniciada por Cleópatra.

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