Os dez melhores indicados ao Oscar que não venceram o prêmio (anos 90)

Duas coisas difíceis de imaginar ocorreram nos anos 90, no prêmio Oscar: os astros Kevin Costner e Mel Gibson ganharam injustamente o prêmio de melhor diretor, ambos em típicos filmes que a Academia adora, Dança com Lobos e Coração Valente. Foi a década em que Clint Eastwood finalmente ganhou (Os Imperdoáveis) e Spielberg também (A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan). Outros, como Terrence Malick, voltaram à cena. Nessa época, a decadência do cinema americano era visível e bastava uma comparação com outras décadas para constatar isso. Ainda assim, grandes indicados saíram de mãos vazias.

10) Vestígios do Dia, de James Ivory

O velho mordomo de uma grande casa demonstra, com dificuldade, amor pela nova governanta nesse filme de emoções contidas, de pessoas dedicadas às suas profissões.

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9) Além da Linha Vermelha, de Terrence Malick

Sem filmar desde Cinzas no Paraíso, de 1978, Malick decide retornar ao cinema com foco na guerra, ambiente em que mostra a convivência entre o cético e o religioso.

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8) Segredos e Mentiras, de Mike Leigh

Não é difícil identificar as personagens de Leigh: como no poderoso Naked, ele retorna às pessoas comuns, no drama de “pia e cozinha” sobre a filha negra que reencontra a mãe.

segredos e mentiras

7) JFK – A Pergunta que Não Quer Calar, de Oliver Stone

As tantas perguntas que movem o filme de Stone fazem a obra parecer uma grande colagem, algo monstruoso e cheio de ambição, de novo a incendiar o debate sobre a morte de Kennedy.

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6) Um Sonho de Liberdade, de Frank Darabont

O rapaz rico percorre um cano com merda para sair limpo do outro lado. Preso por vinte anos, ele tem a chance de escapar nesse filme amado por muitos, revisto mil vezes.

um sonho de liberdade

5) Los Angeles – Cidade Proibida, de Curtis Hanson

A certa altura, em um restaurante de Los Angeles nos anos 50, um policial certinho acredita estar lidando com uma sósia de Lana Turner. Mero engano: trata-se da verdadeira Lana Turner.

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4) Fargo, de Joel Coen

Em mais um filme de crime dos Coen, a policial bondosa e grávida persegue dois bandidos estranhos. Não há nada de muito complexo, o que não retira sua profundidade e beleza.

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3) O Piano, de Jane Campion

O piano une todas as personagens e, ao fim, termina no fundo do mar. O drama inclui a pianista muda, a filha que fala sem parar, o marido malvado e o amante rústico mas compreensivo.

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2) Pulp Fiction – Tempos de Violência, de Quentin Tarantino

O diálogo da abertura dá o tom: é rápido, esperto, com personagens imprevisíveis em situações estranhas, como o tiro dentro do carro e a injeção de adrenalina no coração.

pulp fiction

1) Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese

O narrador explica sua situação, no começo, quando ele e os amigos atiram e esfaqueiam um homem, preso no porta-malas: “Até onde me lembro, eu sempre quis ser um gângster”.

os bons companheiros

Veja também:
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2 comentários

  1. Que belíssima matéria!!! Concordo com todos, menos com “Além da Linha Vermelha”, que acho um pé no saco (detesto o Malick!). Na verdade, não amo os indicados de 1999 e, se fosse para escolher um vencedor, este seria “A Vida é Bela”. Grande abraço e parabéns pelo site!

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