Os dez melhores indicados ao Oscar que não venceram o prêmio (anos 70)

Com a Guerra do Vietnã em curso e o escândalo Watergate, os Estados Unidos viviam anos amargos durante a década de 70. O Oscar reconheceu alguns grandes e novos autores, como Altman, Coppola, Milos Forman, Woody Allen, Cimino e outros. A liberdade desse cinema infelizmente durou pouco: com filmes como Tubarão e, depois, Guerra nas Estrelas, os estúdios voltaram a dar as cartas. O resultado seria sentido mais tarde, nos anos 80. Nesses anos de cinema de autor, o Oscar reuniu sua melhor safra de indicados, como se vê abaixo.

10) Cada um Vive Como Quer, de Bob Rafelson

O encerramento dá o tom do cinema da Nova Hollywood: a personagem de Jack Nicholson decide ir embora, abandonar tudo, e a câmera fixa-se na estrada. Simples e poderoso.

cada um vive como quer

9) Rede de Intrigas, de Sidney Lumet

Ao vivo, para todo o país, o apresentador de televisão enlouquece, fala o que vem à mente e se torna o novo profeta das massas: sinal de seu tempo, nesse texto ácido de Paddy Chayefsky.

rede de intrigas

8) Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick

Alex, o delinquente imortalizado por Malcolm McDowell, perde sua liberdade em nome do desejo de controle do Estado. O futuro, vê-se, é um beco sem saída.

laranja mecânica

7) A Última Sessão de Cinema, de Peter Bogdanovich

No cinema, os jovens vivem dias de descoberta: beijos, abraços, alguma libertinagem. Na tela, a obra-prima Rio Vermelho e o momento da explosão da boiada.

a última sessão de cinema

6) Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola

Os homens de Coppola surfam enquanto destroem aldeias de camponeses nesse grande filme de guerra embalado por frases de Duvall e pela “Cavalgada das Valquírias”.

apocalypse now

5) Gritos e Sussurros, de Ingmar Bergman

As paredes vermelhas mostram um universo fechado, feminino, no qual uma criada assiste aos últimos dias da personagem de Harriet Andersson, agonizando.

gritos e sussurros

4) Taxi Driver, de Martin Scorsese

O protagonista – herói para alguns, monstro para outros – circula pelas ruas de Nova York e sonha com uma chuva capaz de “limpar” toda a cidade.

taxi driver

3) A Conversação, de Francis Ford Coppola

Ao fim, o protagonista toca saxofone em sua casa destruída, isolado, após descobrir ser vítima de sua própria prática: ele foi grampeado.

conversação

2) Nashville, de Robert Altman

O musical de Altman tem um político feito de voz e promessas, e tem também gente alegre e um pouco trágica – talvez mais trágica não estivesse em uma comédia.

nashville

1) Chinatown, de Roman Polanski

O diretor polonês dá sobrevida ao noir com um detetive curioso, de nariz cortado, com mulheres de moral duvidosa, com o vilão de John Huston. E com água.

chinatown

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