Os dez piores filmes de 2014

Do produto americano feito em linha de produção ao cinema nacional, 2014 trouxe um pouco de tudo. Até filme de terror brasileiro tentou ganhar espaço e acabou mal. Foi também um ano – como tantos – de continuações, com mais do mesmo, além de tentativas de explorar histórias bíblicas e épicas. Isso, claro, sem falar das aventuras adolescentes e futuristas, sempre banhadas no legado de Orwell. Tais fórmulas, como é possível atestar, funcionam quando o assunto é bilheteria. Qualidade é outra coisa. Nunca é demais lembrar: a lista parte de um olhar pessoal.

10) Alemão, de José Eduardo Belmonte

A intenção foi boa. Mas muita coisa não convence, como o tal líder Alemão (vivido por Cauã Reymond) e aquele choro vergonhoso de Fagundes ao fim.

alemao

9) Divergente, de Neil Burger

Mais um enlatado adolescente que acabou captando alguns corações (poucas mentes) e que deverá render continuações – além de boas bilheterias.

(L-R) SHAILENE WOODLEY and THEO JAMES star in DIVERGENT FILM STILL

8) O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça do Electro, de Marc Webb

Electro é o pior vilão do aracnídeo nas telas, nesse filme que começa com um avião em queda e um homem fazendo a transferência de arquivos pelo computador. Surreal.

homem-aranha

7) Isolados, de Tomas Portella

O plano-sequência da abertura faz esperar algo bom. Mero engano. Tudo se perde entre loucura, clausura, delírios e escuridão. Fica-se de mãos vazias.

isolados

6) O Protetor, de Antoine Fuqua

Para compensar os russos malvados, o hispânico bondoso. E Denzel Washington como o típico vingador: incorruptível e indestrutível. Também chato.

protetor

5) Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1, de Francis Lawrence

Durante todo o filme, espera-se que algo seja alcançado. Não se chega a lugar algum, anda-se em círculos. Jennifer Lawrence volta como a heroína (demais) lacrimosa.

jogos vorazes

4) 47 Ronins, de Carl Rinsch

O astro apático Keanu Reeves nada faz além de ser o mesmo, em uma história sobre um samurai contra monstros e gigantes, e aprendendo com um “cara de periquito”.

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3) Transformers: A Era da Extinção, de Michael Bay

Mais uma avalanche de destroços e da boa sucata que Bay adora. Roteiro de menos, claro, e Mark Wahlberg passando à figura do pai abobalhado, cuja filha desfila de shorts curtíssimo.

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2) Noé, de Darren Aronofsky

O barco de Aronofsky afundou. A observação veio de mais de um crítico. Esperava-se algo melhor do diretor de O Lutador e Cisne Negro. Talvez um pouco de ousadia.

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1) Os Mercenários 3, de Patrick Hughes

O astro Stallone volta a reunir os amigos para brincar, fazer seus joguinhos, lutinhas, e fazer o público, de novo, irritar-se ou se deliciar com pancadarias e explosões. Colocou mais gente – de peso, diga-se – nessa bagagem. Entraram Mel Gibson, Harrison Ford, Wesley Snipes e Antonio Banderas. Nada melhor do que ganhar dinheiro se divertindo. O respeito ao bom entretenimento é mero detalhe. Ao bom cinema também.

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E outros dez que não merecem ser lembrados:

300: A Ascensão do Império, de Noam Murro
Confissões de Adolescente, de Cris D’amato e Daniel Filho
O Doador de Memórias, de Philip Noyce
Drácula: A História Nunca Contada, de Gary Shore
Êxodo: Deuses e Reis, de Ridley Scott
Malévola, de Robert Stromberg
A Menina que Roubava Livros, de Brian Percival
Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho, de Daniel Augusto
Quero Matar Meu Chefe 2, de Sean Anders
Rio, Eu Te Amo, de vários diretores

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