Os cinco melhores filmes de Michael Haneke

O cinema de Michael Haneke é acusado por alguns de apelar à “violência gratuita” – justamente o título de um de seus melhores trabalhos. Parece injusto, já que a gratuidade aparente é apenas uma fonte para questões mais profundas, longe da superfície.

Nos últimos anos, com importantes prêmios, Haneke tornou-se motivo de culto para muitos cinéfilos. Sua obra começa com um filme poderoso, O Sétimo Continente, e segue com outros de destaque, como Código Desconhecido. Abaixo, o melhor do cineasta alemão.

5) Amor (2012)

A morte, aqui, é uma prova de amor. Quase todo o filme passa-se em um apartamento. Vive-se a clausura, a aproximação da morte – e Haneke, como costume, questiona o espectador com sua ironia, sua acidez, ao dar início à obra justamente com a cena do mesmo apartamento sendo aberto. É como se, ainda cedo, oferecesse o alívio que se espera mais tarde. Não esconde o mal em momento algum.

amor

4) A Professora de Piano (2001)

A personagem de Isabelle Huppert parece fria e tem desejos presos: nesse drama, ela talvez não possa ser totalmente quem deseja ser, assombrada pela figura da mãe. A certa altura, conhece um rapaz. Dão início a um estranho relacionamento. Entre as sequências marcantes, estão aquelas em que a protagonista sai sozinha, pela noite, em busca de prazer. Huppert ganhou o prêmio de atriz em Cannes.

a professora de piano

3) Violência Gratuita (1997)

Aparentemente uma síntese da obra de Haneke, o filme incomoda, faz roer as unhas. Família é feita refém por dois jovens sequestradores, que resolvem “jogar” com o pai, a mãe e o filho pequeno – os “jogos engraçados”. Síntese, neste caso, porque traz um tema caro ao cineasta: a gratuidade da violência – às vezes como entretenimento – na era da televisão e da manipulação de imagens, como se viu no também em O Vídeo de Benny.

violência gratuita

2) Caché (2005)

Apresentador de televisão, alguém sempre exposto, não suposta a trama à qual é lançado: sua vida toma outro rumo quando fitas ameaçadoras começam a aparecer na porta de sua casa. As imagens mostram apenas a fachada do local, o cotidiano: o momento em que ele e a mulher saem da residência, o momento em que retornam, o movimento na rua, a mera observação. Isso leva a trama a situações inimagináveis.

caché

1) A Fita Branca (2009)

A obra, vencedora da Palma de Ouro em Cannes, é ao mesmo tempo simples na forma de mostrar tudo, complexa na maneira como tudo parece esconder. Em preto e branco, apresenta uma pequena vila nos tempos que antecedem a Primeira Guerra Mundial, quando diversos crimes sem explicação começam a ocorrer – e quando pais resolvem colocar “fitas brancas” em seus filhos, marca para a suposta “pureza”. Para alguns, é sobre as origens do mal, a semente do totalitarismo prestes a explodir.

a fita branca

Não encontrou seu filme favorito de Michael Haneke? Não se preocupe: listas são sempre pessoais e, aos olhos alheios, sempre imperfeitas. Deixe seu recado, com seu filme favorito do cineasta.

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