Hitler, Chaplin e o bigode, segundo Bazin

Primeiro passo: Hitler pega o bigode de Carlitos. Segunda rodada: Carlitos recupera seu bigode, mas este não era mais apenas um bigode ao estilo de Carlitos, havendo se tornado, nesse ínterim, um bigode ao estilo de Hitler. Retomando-o, Carlitos conservava uma hipoteca da própria existência de Hitler. Arrastava com ele essa existência, dispunha dela a seu bel-prazer.

André Bazin, sobre O Grande Ditador, de Charles Chaplin. (Texto publicado em Sprit, em 1945, e reproduzido no livro Charlie Chaplin; Editora Jorge Zahar, pg. 28.)

o grande ditador

Veja também:
A primeira casa de Charles Chaplin

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