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Entrevista: Pablo Villaça

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Seja como professor, seja como crítico de cinema, Pablo Villaça não tem problemas em se assumir um “foda” naquilo que faz. Parece, às vezes, falar de forma brincalhona – e, na maior parte das vezes, está mesmo a brincar com seu público. Tais brincadeiras é uma forma de tornar seu curso de Teoria, Linguagem e Crítica ainda mais prazeroso. Não raro, o público está a rir com suas brincadeiras, referências, velhas histórias… Pablo não deixa a peteca cair – seja como professor, seja como crítico de vasta experiência em ver e comentar filmes. Em mergulhar na linguagem cinematográfica.

A entrevista, abaixo, foi dada antes de um terceiro dia de seu curso, em São Paulo. Pablo havia chegado mais cedo. Era dia de greve do metrô. Como costume, estava calmo: um jeito pacato que esconde o professor que adora brincar, também o crítico que não foge a um debate quando o assunto lhe interessa. Sobretudo, quando as argumentações do outro debatedor o convencem a invadir o certame da disputa. E, na entrevista, assume que, como todos, também erra. Seus detratores podem dormir tranquilos.

Pablo tem 37 anos. Vive em Belo Horizonte, onde está a redação do Cinema em Cena, site que criou em 1997. Contudo, diz que gosta de trabalhar em casa – com o emprego que ama – e estar perto dos filhos. Mesmo com muito trabalho, garante que sempre sobra tempo para a família.

Apesar de ter iniciado um curso de medicina, ele, mais tarde, descobriria que estava no caminho errado. Insistiu nos filmes e foi à luta. As glórias e o reconhecimento chegaram mais tarde. Em 2011, Pablo foi convidado pelo crítico norte-americano Roger Ebert, vencedor do Pulitzer, para ser um dos críticos “Correspondentes Estrangeiros” em seu site oficial hospedado pelo jornal Chicago Sun-Times. E, como se não bastasse, além de crítico de cinema, Pablo também se aventura atrás das câmeras. Em 2012, finalizou seu segundo curta, Morte Cega. Entre os filmes que mais gostou lançados recentemente estão Pina, de Wim Wenders, e O Abrigo, de Jeff Nichols.

Você já gostava de cinema quando começou a fazer um curso de medicina, antes de se tornar um crítico? Como era sua relação com o cinema?

Comecei a gostar de cinema e a ir no cinema com frequência ainda na infância. A minha primeira memória em ir ao cinema (pensa um pouco)… A minha primeira lembrança é a do filme Os Trapalhões na Guerra dos Planetas. Eu deveria ter 4 anos. Meu pai morreu muito cedo e minha avô foi morar com minha família. Ela era apaixonada por cinema e levava eu e a minha irmã, ainda mais nova, constantemente ao cinema. E era sempre uma experiência muito bacana ir ao cinema com ela, porque fazia lanches especiais, o que sempre resultava em dias gostosos. A partir de então, passei a associar cinema como uma coisa gostosa. Já em minha adolescência, quando tinha 12 ou 13 anos, chega o videocassete no Brasil. E a gente comprou o segundo videocassete da Sharp, que era um modelo imenso. Em Belo Horizonte tinha uma coisa que se chamava Vídeo Clube do Brasil, que era uma locadora na qual você pagava uma mensalidade e você podia alugar quantos filmes quisesse. Podia pegar dois filmes por vez, devolver no mesmo dia e pegar mais dois. Não havia ainda aquela coisa do filme selado. Tinha muita coisa pirata e muitos filmes que até hoje não têm no Brasil. Então eu tive a chance de ver filmes de todas as épocas, de todos os países e gêneros. Eu via os de Buster Keaton, Charles Chaplin, expressionismo, neorrealismo, vanguarda francesa. Eu conhecia um pouco de tudo porque tinha tudo lá. Enfim, eu via muitos filmes. E, aí, meu tio me deu um livro da Pauline Kael, o Criando Kane, e foi a primeira vez que eu li alguma coisa sobre cinema pensando cinema. Fiquei fascinado com aquilo. Pensei: que bacana, ela está falando de cinema de uma maneira que eu nunca tinha pensado. Eu deveria ter uns 14 anos. E, logo depois, ganhei um CD que se chamava Cinemania, que tinha todas as críticas de Roger Ebert. Criei um hábito de assistir ao filme e depois ler o que ele havia escrito. Comecei a ler as críticas do Ebert e dizer: “Porra, que maneira diferente de pensar cinema”. Comecei a me interessar por cinema de uma maneira mais embasada.

Nessa época da sua vida, quando passou a ver o cinema de outra forma, tem algum filme que considera um “divisor de águas”, que abriu sua cabeça?

Um filme especificamente, não. Era mesmo a experiência de ir ao cinema. Duas filmografias foram importantes para eu gostar de cinema: Os Trapalhões, que faziam dois filmes por ano e eu era uma criança daquela geração. Adorava vê-los. E Jerry Lewis na Sessão da Tarde. Passava sempre os filmes dele. Adorava, assistia muito. Isso desperta o gosto quando você é criança.

Você se recorda do primeiro filme sobre o qual escreveu profissionalmente?

Não acho que foi profissionalmente. O primeiro filme sobre o qual escrevi foi Instinto Selvagem, então com 18 anos, e que me interessou muito do ponto de vista psicológico. E não só porque a Sharon Stone era muito gostosa, obviamente. Do ponto de vista psicológico, achei o filme muito interessante. A personagem da Sharon e a dependência do Michael Douglas em relação a ela. Fui motivado a escrever um texto sobre o filme para consumo próprio. Não tinha nem lugar para publicar na época. Escrevi o texto e fiquei muito satisfeito com ele. Que bacana, senti que estava começando a fazer uma coisa, não me comparando, mas uma coisa próxima do que o Roger Ebert busca fazer. Escrevi esse texto com caneta e papel. Não o tenho mais, o perdi.

Dando um salto no tempo, sobre o Pablo Villaça hoje, como nasceu a ideia dar aulas e viajar com o curso?

Sempre encarei e continuo a encarar crítica de cinema como algo didático. Encaro a crítica como uma forma, um pouco, de ensinar linguagem cinematográfica, história do cinema, para os leitores. Por exemplo, posso escrever sobre o filme da semana, posso escrever sobre Homens de Preto 3, mas, no caso da crítica, eu tento fazer com que ela seja aplicada ao cinema de forma geral. Uso Homens de Preto 3 para discutir coisas relativas à linguagem do cinema. Minha esperança é que o leitor, lendo esse texto, aprenda não só o que deseja saber sobre Homens de Preto, mas sobre cinema de um modo geral e se torne um pouco mais exigente quando for ver qualquer outro filme. Então encaro a crítica como algo que tem de ser didático, pelo menos para mim.

Sem qualquer preconceito com Homens de Preto ou qualquer blockbuster. Mas um filme desse tipo pode ser um ponto de partida para a pessoa descobrir o cinema?

Todo filme pode ser um ponto de partida. Você pode pegar Casa de Cera – e eu falo isso em meu curso –, que é uma refilmagem, com a Paris Hilton, que é uma merda, mas você pode pegar esse filme como ponto de partida para discutir linguagem do cinema. Mesmo que seja pelo contra-exemplo. Você olha o erro crasso que um cineasta comete e discute por que isso é um erro. Por que é importante a suspensão da descrença e por que ele erra ao fazer referências a persona da Paris Hilton. A pessoa sai do filme e lembra que aquela pessoa não é a personagem, é a Paris Hilton. E a gente usa isso como ponto de partida para discutir coisas relevantes ao cinema de forma geral. Qualquer filme pode ser um ponto de partida.

Ocorreu alguma situação curiosa durante os cursos que têm dado? Algum aluno já o confrontou?

Não. Os alunos, mesmo quando discordam, fazem sempre de uma maneira muito cortês e gentil. Lembro que, na primeira vez que viajei com o curso, neste formato de cinco dias, foi em Salvador. A gente estava discutindo Tropa de Elite, filme que gosto muito. Um aluno disse que tinha detestado e, entre os motivos que deu, estava o fato de o traficante chamar Baiano. E ele levantou uma questão interessante sobre como esse nome do personagem poderia levantar uma série de questões preconceituosas. Conversamos sobre isso durante uns dez minutos, o que foi muito interessante. Vira e mexe acontece. Eu falo sobre um filme e o aluno discorda. Semana passada mesmo. Falei sobre Tolkien e sobre alguns problemas estruturais que identifico em O Senhor dos Anéis, principalmente no terceiro filme. E como isso pode ser traçado de volta ao livro, que tem os mesmos problemas estruturais. Certo momento, uma aluna chamada Natália, que escreve também e é muito fã do Tolkien, começou a questionar. Não durou muito tempo, foi um breve debate. Eu gosto disso, não tenho medo de pessoas que confrontam minhas ideias, apesar que muitos acham que sou arrogante, dono da verdade… De forma nenhuma, ao contrário. Fico fascinado quando alguém discorda de mim e apresenta argumentos que me fazem pensar e que, no mínimo, elevam o patamar da minha argumentação para poder rebater o que eles estão dizendo. Várias e várias vezes eu disse “você está certo”. Há dois ou três dias, por exemplo, estava discutindo sobre a Xuxa e, em um momento, comentei sobre o garoto que havia feito Amor, Estranho Amor, que viria a se tornar um ator pornô e qual era a responsabilidade disso. A atitude da Xuxa e tal. E, de repente, um amigo chamado Hélio disse: “Mas, peraí, você está fazendo um julgamento moral sobre atores de filme pornô, como se ser ator de filme pornô fosse um desvio moral”. Percebe? Ele estava coberto de razão. Eu estava sendo absolutamente preconceituoso. Estava dizendo que o menino virou ator pornô porque ele ficou psicologicamente ferido, como se todo ator ou atriz de filme pornô, adulto, fosse perturbado psicologicamente. E falei publicamente: “você está certo, tem razão”. Não tem problema que discordem de mim. Eu gosto, apenas, que discordem de mim de maneira respeitosa e que argumentem, não apenas que expressem uma opinião sem argumento. Gosto de saber porque determinada pessoas pensa de determinada maneira. Isso me interessa.

No seu curso, você diz que tudo o que é exterior à obra, do mundo real em que vivemos, não deve ser abordado pelo crítico de cinema…

Eu disse que o contexto em que o filme é produzido não deve ser levado em consideração.

Exato, mas gostaria de abrir um parêntese para relembrar uma crítica do Roger Ebert. É um texto sobre Um Cão Andaluz, do Buñuel, em que ele conta, por várias linhas, que o diretor estava com o bolso cheio de pedras durante a primeira apresentação do filme, com medo da reação do público. Ou seja, o Ebert constrói a história exterior à obra, sobre o lançamento da obra em Paris, que é uma data marcante para o cinema. O Ebert está errado?

Sabe por que não? Não li esse texto específico, mas tenho certeza que ele escreveu para uma de duas ocasiões. Ou ele escreveu para a comemoração de algum lançamento de Um Cão Andaluz, de alguma exibição especial do filme, ou escreveu como parte da série Grandes Filmes.

Foi na série Grandes Filmes.

Então. Aí é diferente. O que ele está fazendo ali não é simplesmente uma crítica cinematográfica. Ele está fazendo um levantamento. É uma análise crítica, sem dúvida, do filme em si, mas também uma celebração da história e da trajetória do filme como um todo. Não é só uma crítica o que ele faz. A série Grandes Filmes aborda a trajetória dos filmes, sobre suas carreiras, e, neste caso, isso se encaixa.

Perfeito, mas não se encaixaria se fosse uma crítica genuína?

Em uma crítica dele, comum, sobre um lançamento da semana, na minha visão de crítica cinematográfica, não.

Sobre os críticos que atuam hoje no Brasil, quem você admira e por quê?

Tem alguns. Eu gosto muito do Rubens (Ewald Filho, comentarista da TNT e blogueiro do portal R7). A minha admiração por ele, que também é um amigo muito querido, vem de muito tempo. Primeiro lugar: eu não conheço ninguém que saiba tanto de cinema quanto o Rubens. A memória dele é um negócio absolutamente assustador. Chega um momento que você considerará esse cara um Rain Man. Não tem jeito. Ele lembra de muitas coisas. Em conversas, ele vai citando títulos, equipe técnica, e, se bobiar, ele sabe quem foi o segundo assistente de direção daquele filme de 1937, feito no interior da França, de um cara que fez um único filme. A memória do cara é um negócio impressionante. E é provavelmente uma das pessoas que eu conheço que mais filmes viu ao longo da vida. Há também um segundo motivo importante sobre ele, pelo menos para mim, que é o fato de o Rubens ter, praticamente sozinho, popularizado a figura do crítico de cinema no Brasil. Conseguiu levar as pessoas a entender o crítico de cinema não como uma figura bizarra, rancorosa, que fica trancada em seu quarto escrevendo, em uma máquina de escrever, falando mal de tudo e de todos porque ele detesta tudo. O Rubens mostra que o crítico pode ser divertido, pode falar sobre frivolidades, sobre a aparência de um ator…

O que ele faz no tapete vermelho do Oscar, por exemplo.

É. Essa popularização do crítico de cinema que o Rubens faz deixa alguém como eu extremamente grato a ele. E acho que ele tem um caráter imenso, de meu ponto de vista pessoal. Fora o Rubens, gosto muito do Merten (Luiz Carlos Merten, crítico do jornal O Estadão de São Paulo), que sabe muito sobre cinema e que me encanta muito com sua sensibilidade e paixão. O Merten é o tipo de pessoa capaz de chorar em Transformers 3. Vou achar absurdo que se chore em Transformers 3, mas acho bonito que ele chore.

Inclusive eu já o entrevistei e ele adora Lula, o Filho do Brasil, que foi massacrado por parte da crítica e ele defendeu.

Eu gosto do filme também. Não acho que é um grande filme, mas é um bom filme. Fora isso, independente de gosto pessoal, a postura do Merten em relação ao cinema é uma coisa que me encanta. Eu, por exemplo, sou muito grato por ser crítico de cinema. Acho muito triste quando alguém começa a fazer uma coisa que ama e, anos depois, esquece que começou a fazer aquilo e faz por obrigação, começa a reclamar. Você nunca vai me ouvir reclamando de ser crítico de cinema, pois tenho a sorte de ganhar a vida fazendo as duas coisas que mais amo: escrevendo, em primeiro lugar, e vendo filmes. Estudando cinema. Tenho sorte de viver disso há 18 anos. Sempre serei grato a isso. E, no caso do Merten, sinto que ele é grato a isso até hoje. Ele tem 40 anos de carreira.

Você se lembra de alguma crítica que o Merten escreveu, ou mesmo que o Rubens escreveu, que você discordou?

Muitas, muitas. Já vi texto em que Merten defende Transformers, não me lembro qual, e pensei: não é possível que ele está falando isso. Ele enlouqueceu. Mas, ao mesmo tempo, a argumentação dele era uma argumentação que me fez entender. Eu posso discordar dele, mas a argumentação dele me convenceu e admiro a argumentação dele. Percebo que ele pensou sobre aquilo e que tem valor. O Roger igualmente. Ele adora Histórias Cruzadas, que acho abominável. Em todos os sentidos: cinematográfico, moral. Semana passada mesmo, ele deu duas estrelas e meia para Battleship e a questão não eram as estrelas em si, mas o texto. Ele deu muito crédito ao filme que o filme não merece. Isso acontece frequentemente, mas não deixarei de admirá-lo porque ele discorda de mim. Muito pelo contrário. Gosto quando discordam de mim e trazem argumentos. Isso me desafia.

Em sua aula, você destaca o cinema romeno, hoje, como um dos melhores do mundo, também pela qualidade dos autores. O que esse tipo de cinema tem a ensinar ao mundo em geral?

Não digo ensinar, mas gosto da calma com a qual ele desenvolve suas histórias. Gosto das histórias que eles criam não voltadas à trama, mas aos personagens. Gosto que seja contemplativo, que ele tenha uma abordagem, inclusive, neorrealista. Em longos planos, você observa a ação dos personagens e o que importa, muitas vezes, não é o que ele está fazendo em relação à trama, mas a maneira como ele está se comportando. Você aprende com isso. Quando vemos Aurora, por exemplo, vemos o cara tomando banho por dez minutos. Como isso move a trama? De nada. Mas quando está tomando banho, ele vê um mofado no teto. Para e mexe nesse mofado, vê o que é aquilo, para, fica incomodado… Isso me ensina sobre o personagem. Embora ele esteja vivendo uma situação dramática, na vida dele, ele ainda se incomoda com o mofo no teto. Sabe? Essa paciência do cinema romeno e essa sensibilidade humanista, que é universal, me encantam.

Seu foco sempre foi mais a internet, devido ao Cinema em Cena. É possível dizer que o seu leitor tende a ser mais jovem pelo fato de estar mais na internet? Você sabe quem é seu leitor?

Tenho muitos leitores que vêm envelhecendo comigo. É cada vez mais comum encontrar pessoas com 25 anos e dizer que me leem desde criança. E é verdade, pois eu comecei com 18 anos. Tenho leitores de todas as idades, o que reflete nos cursos, por exemplo. Em Brasília eu tive uma aluna de 13 anos, mas já tive um aluno de 82, que, acho, foi o mais velho. A média de idade dos alunos do curso é a média de idade dos meus leitores, que varia entre 25 e 32 anos.

Sobre os filmes dublados, que vemos cada vez mais nos cinemas, e mesmo sobre os blockbusters, você acha que essas presenças ajudam o cinema a cada vez mais ser encarado como “arte menor”?

Não sei se isso contribuiu, mas é um reflexo. O fato de as pessoas não verem qualquer problema em dublar um filme é reflexo da falta de seriedade delas em relação ao cinema. Você não mutila uma obra de arte literária, você não mutila uma obra de arte teatral, uma ópera, uma pintura. A única arte que as pessoas não veem qualquer problema em alterar a visão do autor é o cinema. Isso é um elemento histórico. O cinema nunca foi respeitado como arte e sempre enfrentou problemas de ser encarado como uma obra de arte digna, como tem de ser respeitada. A dublagem é isso. O profissional passa muito tempo compondo aquele trabalho de personagem, de voz, e você pega um elemento e muda. O cara passa seis ou sete meses mixando o filme no melhor estúdio de mixagem do mundo e, em cinco ou seis horas, você altera a mixagem dele. Quer dizer, que falta de respeito é essa? Por que você faz isso? Porque o cinema não é respeitado.

Mas não é algo novo. A televisão já faz há muito tempo, colocando o filme na tela quadrada e com comerciais.

O que é horrível. Sou radicalmente contra exibir um filme dublado com comercial. Quebra o fluxo do filme e tira a pessoa da obra. Agora, isso é histórico. E isso não é só no Brasil, mas lá fora também. A diferença é que, lá fora, muitas vezes o som é o original. É algo que nunca vai mudar.

Leia aqui a crítica de Roger Ebert sobre Um Cão Andaluz

Rafael Amaral (21/06/2012)

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